Passado o novembro azul e todas as campanhas de diagnóstico precoce do câncer de próstata, o que fica na cabeça dos homens é: e se eu cair nessa “malha fina” dos exames? Qual o próximo passo?

Para se detectar a malignidade de um tecido com crescimento anormal, em qualquer tipo de câncer, o que se faz é uma biopsia – a retirada de um microscópico fragmento do órgão que, após ser avaliado por um patologista, é confirmado o diagnóstico de câncer (ou tumor maligno) ou de outra doença, mas benigna.

A biopsia de próstata é feita por meio de uma agulha guiada por ultrassonografia e o método tradicionalmente usado no Brasil é a transretal – onde o ultrassom e a agulha são introduzidos pelo reto para alcançar a próstata.

O método implantado no Hospital Moriah, em São Paulo, já é o mais utilizado na Europa: a biopsia transperineal. Por essa via, a agulha é introduzida pela região do períneo e coleta os fragmentos em qualquer região da próstata. Na biopsia transretal, geralmente se perde de 15 a 20% dos tumores, pois a agulha é incapaz de alcançar determinadas regiões da glândula, como a parte anterior, onde estão de 10 a 20% dos tumores. Em 24% dos casos, é necessário um segundo procedimento para a constatação do tumor.

A biopsia transperineal também possibilita um aumento de 81% de diagnóstico de câncer significativo e diminuição de 40% na detecção de câncer insignificante (que não precisa ser operado, mas sim acompanhado).

A introdução da agulha pela via perineal coleta fragmentos para exame em toda a extensão da próstata. Com a realização da fusão de imagens – quando uma ressonância magnética prévia da próstata é sobreposta, por meio de um software, à imagem em tempo real da ultrassonografia – é possível que sejam retirados menos fragmentos, mas com a precisão de escolher o local exato.

Uma vantagem já constatada pelos especialistas é que a via também evita a ocorrência de infecção urinária, comum em quase 8% dos casos de biopsia transretal, pelo fato de não haver a passagem pela região do ânus.

O procedimento pode ser realizado em centro cirúrgico ou sala de procedimentos, com anestesia geral e o paciente fica, no máximo, 8 horas no Hospital.

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