As doenças da próstata, representadas principalmente pelo crescimento benigno, também chamado hiperplasia, e pelo câncer, apresentam elevada prevalência na população masculina, atingindo homens após os 40 anos de idade. Esses dois problemas revestem-se de grande importância médico-social pelas implicações decorrentes. O crescimento benigno da próstata ocorre em cerca de 33% dos homens acima dos 50 anos e 47% acima dos 60 e traz, como consequência, dificuldade miccional progressiva, que pode comprometer de forma marcante a qualidade de vida de seus portadores. O câncer de próstata, por sua vez, irá atingir 16% dos homens (um em cada oito) com todas as implicações negativas relacionadas com uma doença maligna. De acordo com último censo do IBGE, existem atualmente no Brasil mais de 14 milhões de homens com mais de 50 anos de idade, o que indica que cerca de 8,5 milhões deles apresentam o crescimento benigno e mais de 2 milhões já são portadores ou irão desenvolver o câncer de próstata se acompanhados até o final da vida.

Além dos quadros de câncer e de hiperplasia benigna, outras condições altamente prevalentes podem atingir a próstata ou causar problemas miccionais no homem, confundindo-se com as doenças prostáticas. Incluem-se aqui as prostatites, que acometem entre 1% e 2% dos homens, os distúrbios miccionais relacionados com transtornos da bexiga, que ocorrem 10% a 15% dos indivíduos maduros, os quadros de disfunção sexual, que atingem cerca de 45% dos brasileiros, os problemas relacionados com hipogonadismo (deficiência do hormônio masculino, a testosterona) e a chamada síndrome metabólica, identificada em cerca de metade dos homens com mais de 60 anos de idade.

Cirurgia robótica

A cirurgia robótica é uma categoria das cirurgias minimamente invasivas, assim considerada por ser realizada com cortes menores e menos agressão ao corpo do paciente.

A cirurgia robótica foi desenvolvida nos anos 1980 e empregada pela primeira vez em humanos em 1998, nos Estados Unidos, mas começou a ser pesquisada algumas décadas antes, como uma ferramenta para cirurgiões em tempos de guerra, ou seja, podendo operar um soldado à distância, sem estar dentro do campo de batalha.

A cirurgia robótica segue a mesma linha da cirurgia laparoscópica, também um tipo de cirurgia minimamente invasiva. São utilizados instrumentos longos, que trabalham dentro do paciente. Esses instrumentos são usados para realizar a maioria das cirurgias, como abdominais, torácicas, ginecológicas, urológicas, neurológicas e ortopédicas. A diferença é que na laparoscopia, as pinças são manipuladas pela mão do cirurgião.

Na cirurgia robótica, os instrumentos estão presos aos braços do robô, que por sua vez é comandado pelo cirurgião à distância, sentado em um console, com os dedos polegar, indicador e médio acionando um dispositivo semelhante a um joystick

No Brasil, a cirurgia robótica teve início em 2008 e o Hospital Moriah se tornou um dos principais hospitais brasileiros na realização de procedimentos robóticos e um dos poucos que realiza todas as principais técnicas cirúrgicas.

Durante a cirurgia robótica, o cirurgião, mesmo sentado ao console, precisa ficar dentro da sala cirúrgica, e ter um cirurgião assistente ao lado do paciente, que é quem introduz os instrumentais. Em um dos braços robóticos vai a câmera, que transmite a imagem para o console e também para monitores que são acompanhados pelos profissionais dentro da sala cirúrgica. A visão que o médico tem ao console é em três dimensões ou seja, é como se ele estivesse operando o paciente em campo aberto (com o corte tradicional da região a ser operada) tamanha a qualidade da sua visão.

A cirurgia robótica é hoje uma das principais técnicas usadas no mundo para a retirada de tumores. 

Cirurgia Urológica

A cirurgia robótica na urologia vem sendo empregada principalmente na retirada de tumores de próstata, mas também em tumores de rim.

A robótica se tornou a principal técnica para a operação de tumores de próstata nos Estados Unidos, onde mais de 80% dos casos são realizados com o robô. A razão para a preferência pela técnica reside no fato de a cirurgia robótica ser uma cirurgia minimamente invasiva e que oferece bons resultados na recuperação do paciente e, também minimizando efeitos colaterais.

No caso dos tumores de rim, quando é necessária a retirada total do órgão, o robô também pode ser usado, embora ele seja mais empregado nos casos onde é possível preservar o órgão, pois a delicadeza e precisão dos movimentos do robô garantem melhores resultados que outras técnicas.

No Hospital Moriah o robô é bastante usado na cirurgia urológica, com resultados iguais ou superiores ao da cirurgia laparoscópica e ainda garantindo menor tempo de internação. No caso na retirada de tumores de próstata, o tempo médio de internação é de 24 a 48 horas.

  • Dr. Victor Srougi
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Médico formado pela Faculdade de Medicina da USP e com residência em cirurgia geral e em urologia, Dr. Victor atua no Hospital Moriah com ênfase na cirurgia robótica e minimamente invasiva. Atua também com doenças benignas da próstata e cálculos do sistema urinário.

As doenças urológicas são extremamente comuns. Calcula-se que uma em cada dez pessoas vai apresentar cálculo renal em algum momento da vida. Da mesma forma, o crescimento benigno da próstata atinge 90% dos homens com o passar dos anos.

O câncer de próstata também é bastante incidente, com estimativa de 68.220 novos casos em 2018*, sendo o primeiro câncer mais comum entre os homens (depois do câncer de pele não melanoma, que afetas ambos sexos). Felizmente, o diagnóstico precoce e as novas alternativas de tratamento fazem com que a cura seja o desfecho para a grande maioria dos pacientes.

Para o Dr. Victor, também especializado em tumores de rim, apesar de mais raros, hoje é possível operar apenas o nódulo, preservando o órgão, com a ajuda da cirurgia robótica.

Outras área de atuação do cirurgião são o tratamento do aumento benigno da próstata com laser, por meio de um procedimento minimamente invasivo e também as cirurgias reconstrutoras de rim e ureter, feitas por meio da laparoscopia (cirurgia minimamente invasiva que usa o vídeo como recurso principal).

Suas principais áreas de estudo estão na cirurgia robótica para tumores de próstata, o uso da cirurgia laparoscópica para diversas doenças urológicas, tumores de rim e supra-renal e tumores de bexiga.

(*Instituto Nacional do Câncer – INCA, 2018)

Estrutura

Unidade de Internação

Os pacientes contam com uma equipe de enfermagem altamente qualificada para orientá-los e apoiá-los durante o processo assistencial. O período de internação também é acompanhado pela equipe da Hospitalidade, capacitada para atender as mais diferentes necessidades de pacientes e familiares.

UTI

Na Unidade de Terapia Intensiva, o médico têm à disposição as equipes médica, de enfermagem e fisioterapia altamente qualificadas para apoiá-lo no processo assistencial dos pacientes.
Considerando a importância da família no processo de saúde, a UTI não estabelece restrição ao horário de visitas de acompanhantes e familiares e está localizada numa área estratégica do edifício, onde recebe uma incidência privilegiada de luz natural, característica que humaniza o ambiente. A área conta com monitorização multiparâmetros e ventilação mecânica, todas de última geração, e foi projetada para garantir a qualidade dos cuidados intensivos.

Centro de Diagnósticos

O Centro de Diagnósticos dispõe de recursos diagnósticos de alta tecnologia e um dos diferenciais deste serviço é o acolhimento proporcionado ao paciente. Às equipes médicas é concedida a possibilidade de contato com nossa equipe de radiologia que pode antecipar demandas bem como contextualizar e discutir solicitações e hipóteses diagnósticas.

Hemodinâmica

A hemodinâmica do Hospital Moriah está inserida no conceito de sala híbrida porque viabiliza a realização de procedimentos minimamente invasivos e a campo aberto no mesmo espaço físico.Essa flexibilidade, aliada a equipamentos de sistema de navegação ultramoderno e ao arco cirúrgico, permite realizar cirurgias de alta complexidade, com precisão máxima e segurança para o paciente.

Centro Cirúrgico

O Centro Cirúrgico está estruturado para receber cirurgias de alta complexidade nos padrões internacionais de segurança. As salas operatórias são equipadas com o que há de mais moderno em tecnologia para intervenções cirúrgicas e procedimentos minimamente invasivos.
A cirurgia robótica também já é realidade no Moriah. Nosso centro cirúrgico é o primeiro da América Latina a receber o robô Da Vinci Xi, o mais moderno da atualidade.
Além disso, todo o processo cirúrgico é assistido pela equipe de enfermagem que avalia as demandas de cada equipe cirúrgica e realiza interface com os médicos e seus respectivos instrumentadores e os serviços de apoio para individualizar o processo assistencial de cada equipe.

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