Segundo a World Obesity Federation, 30% da população será obesa em 2030, com alto risco de diabetes, problemas vasculares e metabólicos
No último dia 10, o Hospital Moriah lançou, em São Paulo, o Instituto de Obesidade e Diabetes, dirigido pela médica cirurgiã do aparelho digestivo Ana Olga Nagano Gomes Fernandes.
O novo instituto, coordenado também por Flávio Kawamoto, cirurgião do aparelho digestivo, reúne médicos de diferentes especialidades e também enfermeiros, nutricionistas e psicólogos para tratar, de várias maneiras, a obesidade, a síndrome metabólica, a diabetes e todos os demais problemas decorrentes, como a esteatose hepática não alcóolica e a apneia do sono.
Uma gama de tratamentos cirúrgicos é oferecida, mas o principal foco é o correto diagnóstico para direcionamento da melhor terapêutica para cada indivíduo, uma vez que o paciente com obesidade traz consigo características e histórias muito pessoais, bem como as comorbidades que ele pode desenvolver irão variar muito.
De acordo com a Dra. Ana Olga Nagano, um dos principais problemas que enfrentamos é o aumento de casos de esteatose hepática em decorrência da gordura que se acumula na região da barriga. “Esse acúmulo de gordura visceral é o que levará o indivíduo a desenvolver a doença do fígado que pode até levar a uma insuficiência hepática, que é uma condição tão grave que pode até evoluir para a necessidade do transplante”, afirma.
A boa notícia é que as cirurgias metabólicas possibilitam hoje que o paciente emagreça definitivamente sem ter perdas nutricionais e recupere todos os níveis saudáveis de colesterol, triglicérides e glicemia.
As principais técnicas cirúrgicas podem ser realizadas pela cirurgia robótica ou via laparoscópica e a escolha vai depender das características do paciente, tanto de condições de saúde, como aspectos anatômicos, mas também dos hábitos do próprio paciente, com relação à aderência às atividades físicas, questões sociais e alimentação.
O mais importante é que o paciente seja corretamente acompanhado, com exames diagnósticos periódicos e com acesso ao acompanhamento psicológico e nutricional, que também estão previstos no Instituto de Obesidade e Diabetes.
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