A medicina e a tecnologia vêm estreitando cada vez mais o “relacionamento”. Prova disto é a nova prótese de silicone inteligente, que promete mais segurança a pacientes e médicos. O método, disponível na Europa há sete anos, chega ao Brasil para ser usado nos implantes de mama. Segundo dados da SBCP (Sociedade Brasileira Cirurgia Plástica), em 2016, foram realizadas aproximadamente 240 mil cirurgias com objetivo de aumentar, suspender, corrigir a flacidez ou diminuir os seios.
O chip, que mede 4 milímetros, guarda informações importantes sobre os implantes, como tamanho e número de série, e ainda pode indicar alterações na prótese. A novidade recebeu o registro da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) no final de março deste ano.
Para Alexandre Mendonça, cirurgião plástico responsável pelo Centro de Referência em Cirurgia Mamária do Hospital Moriah, esse é um grande avanço, pois muitas vezes os dados se perdem.
— As mulheres ficam anos com uma prótese, e os modelos mais modernos podem chegar a quase duas décadas. No momento da troca, ela não se lembra de informações básicas para o cirurgião fazer o planejamento correto, ou as mesmas foram extraviadas, como volume, marca e tamanho. A prótese com chip permite uma melhor e mais efetiva rastreabilidade do implante. Após a cirurgia, os dados são acessados por meio de radiofrequência, com um leitor externo.
Mendonça destaca que já é possível realizar o procedimento com a tecnologia. Entretanto, o preço da operação “pode ficar por volta de 10% a 20% mais caro do que com as próteses convencionais”. Além da mama, em breve, será possível fazer o procedimento nos glúteos.
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