O câncer de mama é o tipo de câncer mais incidente entre as mulheres no Brasil, excluindo os tumores de pele não melanoma. Para cada ano do triênio 2026–2028, o INCA estima 78.610 novos casos no país.
A doença pode provocar nódulos, alterações na pele ou no mamilo e secreção mamilar. Mas, em muitos casos, pode não apresentar nenhum sinal perceptível no início.
Por isso, informação, acompanhamento médico e exames de imagem têm um papel importante na detecção precoce.
Tomossíntese: uma visão mais detalhada da mama
A mamografia é um dos principais exames utilizados para a detecção do câncer de mama. Porém, como a mama é composta por diferentes tecidos sobrepostos, algumas alterações podem ficar menos evidentes em uma imagem bidimensional.
A tomossíntese mamária, também conhecida como mamografia 3D, utiliza imagens obtidas em diferentes ângulos para reconstruir a mama em múltiplos cortes. Isso permite ao radiologista analisar o tecido mamário em diferentes planos e reduzir o efeito da sobreposição das estruturas.
Diferenciais importantes entre a mamografia 2D e a tomossíntese 3D:
Mais detalhes para a avaliação: a reconstrução da mama em múltiplos planos permite analisar as estruturas com maior detalhamento.
Menos sobreposição: a tecnologia ajuda a reduzir o efeito da sobreposição dos tecidos, uma das limitações da mamografia bidimensional.
Maior detecção em estudos: diferentes estudos demonstram aumento da taxa de detecção de câncer com o uso da tomossíntese, além de redução das taxas de reconvocação em diversos contextos de rastreamento.
Porque o câncer de mama pode começar em silêncio
O câncer de mama nem sempre provoca sintomas no início. É justamente por isso que os exames de imagem têm papel importante na detecção de alterações que ainda não podem ser percebidas pela própria paciente.
Quando existem sinais, eles podem incluir:
- nódulo na mama ou na axila;
- alteração na pele, como aspecto semelhante à casca de laranja;
- mudança no formato ou no mamilo;
- secreção mamilar.
A estratégia de acompanhamento depende da idade, dos fatores de risco, do histórico familiar e das características individuais de cada mulher.
A mamografia é um dos principais exames utilizados para a detecção do câncer de mama. Outros métodos, como ultrassonografia e ressonância magnética, podem ser indicados em situações específicas. Quando uma alteração precisa ser investigada, a biópsia pode ser necessária para confirmar o diagnóstico.
Quem pode desenvolver câncer de mama?
O câncer de mama não tem uma única causa. Alguns fatores estão associados a um risco maior de desenvolvimento da doença. A idade é um dos mais importantes: cerca de quatro em cada cinco casos ocorrem após os 50 anos.
Idade: o risco aumenta com o envelhecimento.
Histórico familiar: casos de câncer de mama ou ovário na família podem estar
Alterações genéticas: mutações hereditárias, como as dos genes BRCA1 e BRCA2, podem aumentar o risco.
Fatores hormonais e reprodutivos: algumas características relacionadas à exposição hormonal ao longo da vida estão associadas ao risco.
Sobrepeso e obesidade: especialmente após a menopausa, estão associados a maior risco.
Álcool e sedentarismo: o consumo de bebidas alcoólicas e a inatividade física estão relacionados ao aumento do risco.
Ter um fator de risco não significa que a mulher desenvolverá câncer de mama. Da mesma forma, muitas mulheres diagnosticadas não apresentam fatores de risco conhecidos.
Prevenção também é cuidado
Nem todos os casos de câncer de mama podem ser evitados, mas alguns hábitos estão associados à redução do risco.
Praticar atividade física regularmente, manter um peso adequado, ter uma alimentação equilibrada e reduzir o consumo de bebidas alcoólicas são algumas medidas relacionadas à prevenção.
A amamentação também está associada à redução do risco.
Além dos hábitos de vida, é importante conhecer o próprio perfil de risco e manter o acompanhamento médico recomendado.
E quando o diagnóstico é confirmado?
O tratamento do câncer de mama é individualizado e depende de fatores como o tipo, o estágio e as características biológicas do tumor.
Pode envolver uma ou mais abordagens:
Cirurgia: pode retirar o tumor preservando parte da mama ou, em determinados casos, envolver a retirada de toda a mama.
Radioterapia: utiliza radiação para destruir células tumorais em determinadas situações.
Hormonioterapia: pode ser utilizada em tumores que apresentam receptores hormonais.
Quimioterapia: utiliza medicamentos que atuam sobre as células cancerígenas e pode ser indicada em diferentes fases do tratamento.
Terapias-alvo: atuam sobre características específicas das células tumorais e podem fazer parte do tratamento de determinados tipos de câncer.
O maior risco é achar que está tudo bem.
O câncer de mama pode começar sem apresentar sinais. Por isso, conhecer os fatores de risco, manter o acompanhamento médico e realizar os exames recomendados são atitudes importantes para cuidar da saúde.
Informação também é uma forma de prevenção.
Converse com seu médico sobre o acompanhamento mais adequado para você.
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