Silencioso em suas fases iniciais, o câncer de próstata pode evoluir sem apresentar sintomas. Quando descoberto precocemente, porém, as chances de cura podem ultrapassar 90%. Entenda a importância do acompanhamento urológico e conheça as possibilidades de diagnóstico e tratamento disponíveis no Hospital Moriah.
Não sentir dor, não perceber alterações ao urinar e não apresentar nenhum desconforto. Para muitos homens, esses sinais parecem indicar que está tudo bem com a saúde. Mas, quando o assunto é câncer de próstata, essa percepção pode esconder um risco importante: a doença costuma evoluir de forma silenciosa, especialmente em suas fases iniciais.
É justamente por isso que a campanha Novembro Azul do Hospital Moriah traz um alerta: o maior risco é achar que está tudo bem.
O câncer de próstata é o segundo tipo de câncer mais frequente entre os homens brasileiros, desconsiderando os tumores de pele não melanoma. De acordo com estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA), são esperados aproximadamente 77 mil novos casos por ano no Brasil no triênio 2026–2028.
A ausência de sintomas não significa que a doença não esteja presente. Em muitos casos, alterações perceptíveis só aparecem quando o tumor já está em estágio mais avançado, o que pode dificultar o tratamento.
Por outro lado, quando identificado no início, o câncer de próstata apresenta chances de cura superiores a 90%. Isso significa que a informação, o acompanhamento médico e a investigação no momento adequado podem fazer uma diferença decisiva na trajetória do paciente.
O diagnóstico começa antes dos sintomas
A idade é um dos principais fatores de risco para o câncer de próstata. A probabilidade de desenvolver a doença aumenta com o envelhecimento, especialmente a partir dos 50 anos. Homens com histórico familiar de câncer de próstata, principalmente em parentes de primeiro grau, e homens negros também apresentam maior risco e podem precisar iniciar a avaliação mais cedo.
Por isso, a conversa com o urologista é fundamental. A partir da análise do histórico familiar, da idade e das condições individuais, o especialista orienta sobre a necessidade e a periodicidade dos exames.
Entre os principais recursos utilizados nessa avaliação estão:
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- PSA (Antígeno Prostático Específico): exame de sangue que mede os níveis de uma proteína produzida pela próstata. Alterações podem indicar a necessidade de investigação, embora não sejam exclusivas do câncer.
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- Toque retal: permite ao médico avaliar características da próstata, como tamanho, consistência e possíveis alterações suspeitas.
Os exames são complementares e ajudam o especialista a identificar situações que merecem uma investigação mais aprofundada. Quando necessário, podem ser solicitados exames de imagem, como a ressonância magnética multiparamétrica, para avaliar a próstata e localizar possíveis áreas suspeitas.
A confirmação do diagnóstico, entretanto, depende da análise do tecido prostático por meio de uma biópsia.
Biópsia transperineal: um método avançado para investigar a próstata
No Hospital Moriah, a investigação do câncer de próstata conta com a biópsia transperineal, uma abordagem que permite coletar amostras de diferentes regiões da glândula com o auxílio da ultrassonografia.
Diferentemente da técnica convencional, em que as agulhas atravessam a parede do reto para alcançar a próstata, na via transperineal elas são introduzidas pela região do períneo, área entre o escroto e o ânus.
Essa diferença de acesso traz uma vantagem importante: reduz significativamente o risco de infecções, uma vez que evita a passagem da agulha pela região intestinal, naturalmente colonizada por bactérias.
Além da segurança, o método possibilita uma avaliação abrangente da próstata, alcançando regiões que podem ser mais difíceis de acessar pela via transretal. Com o auxílio de equipamentos que orientam a coleta e permitem mapear os fragmentos, o especialista obtém informações importantes para a caracterização do tumor e a definição da melhor conduta.
A biópsia também tem papel fundamental no acompanhamento de pacientes que apresentam tumores de baixa agressividade e não precisam necessariamente iniciar um tratamento imediato.
Nem todo câncer de próstata exige cirurgia
Receber um diagnóstico de câncer é sempre um momento delicado. Mas é importante saber que nem todos os tumores apresentam o mesmo comportamento e que a indicação terapêutica depende de diversos fatores, como o estágio da doença, a agressividade das células tumorais, a idade e as condições gerais de saúde do paciente.
Em alguns casos, quando o tumor apresenta características de baixo risco, o especialista pode recomendar a chamada vigilância ativa. Nessa estratégia, o paciente permanece sob acompanhamento periódico, com exames de PSA, avaliações clínicas, exames de imagem e novas biópsias quando indicadas. O objetivo é monitorar a evolução da doença e evitar intervenções desnecessárias, sem comprometer a possibilidade de tratamento caso ocorram mudanças.
Quando há indicação de intervenção, existem diferentes possibilidades terapêuticas:
Cirurgia robótica
Uma das principais alternativas para o tratamento de tumores localizados é a prostatectomia radical, procedimento que consiste na retirada da próstata e, conforme a avaliação médica, de estruturas adjacentes.
No Hospital Moriah, a cirurgia robótica é amplamente utilizada na urologia. Por meio de pequenas incisões, o cirurgião controla instrumentos articulados e uma câmera de alta definição, que proporciona visão ampliada do campo operatório.
A tecnologia permite movimentos delicados e controlados, favorecendo a preservação de estruturas importantes, como aquelas relacionadas à continência urinária e à função sexual, sempre que as condições oncológicas permitem. Por ser minimamente invasiva, a técnica também está associada a uma recuperação pós-operatória mais rápida e a um menor tempo de internação.
Radioterapia
Outra possibilidade é a radioterapia, que utiliza radiação para destruir células tumorais. Pode ser indicada em diferentes situações, de acordo com as características da doença, inclusive como alternativa à cirurgia em determinados casos ou como tratamento complementar.
Tratamentos clínicos e sistêmicos
Em situações específicas, principalmente quando a doença apresenta maior extensão ou disseminação, podem ser indicados tratamentos medicamentosos, como a hormonioterapia e a quimioterapia. Essas abordagens atuam sobre o crescimento e a multiplicação das células cancerígenas e podem ser utilizadas isoladamente ou em associação a outras modalidades.
A escolha do tratamento não segue uma fórmula única. O mais importante é compreender as particularidades de cada caso e definir uma estratégia que considere tanto o controle da doença quanto a qualidade de vida do paciente.
Tecnologia e experiência a serviço de cada paciente
O Hospital Moriah reúne estrutura hospitalar, recursos diagnósticos e tecnologia cirúrgica avançada para o cuidado integral da saúde masculina.
Por meio do Instituto da Próstata, a instituição oferece acompanhamento especializado, métodos modernos de investigação e alternativas terapêuticas que permitem conduzir cada caso de acordo com suas necessidades.
Mais do que disponibilizar recursos tecnológicos, o propósito é utilizá-los em benefício do paciente, com decisões fundamentadas em evidências científicas, experiência médica e atenção às particularidades de cada pessoa.
Não espere os sintomas aparecerem
O câncer de próstata pode não dar sinais em seu estágio inicial. Por isso, esperar por alguma alteração para procurar um médico pode significar perder uma oportunidade importante de identificar a doença precocemente.
Neste Novembro Azul, o convite é simples: não deixe que a ausência de sintomas seja motivo para adiar uma conversa com o urologista.
O maior risco é achar que está tudo bem. Quando descoberto no início, o câncer de próstata tem até 90% de chance de cura.
Agende uma avaliação no Hospital Moriah e converse com um especialista sobre os cuidados adequados para a sua saúde.
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