Segundo a literatura médica, 10% da população brasileira pode ter pelo menos um episódio de pedras nos rins ao longo da vida. Sem uma causa única, a formação de fragmentos minerais dentro dos rins está ligada tanto a hábitos alimentares quanto à hereditariedade.
O problema de saúde leva a episódios de dor e é um dos mais frequentes nos prontos-socorros. Em casos graves, as pedras nos rins podem evoluir para infecções, como a pielonefrite, e, em episódios extremos, para infecção generalizada ou sepse.
A boa notícia é que existem tecnologias novas para o tratamento dos cálculos, e o novo Instituto do Cálculo Renal do Hospital Moriah está adotando a cirurgia endoscópica com um novo endoscópio — mais leve e flexível. Esse equipamento possui um chip em sua ponta que transmite imagens digitais em tempo real para monitores, onde o médico acompanha todo o trajeto de uma fibra de laser de Thulium, que é conduzida até o rim.
O laser de fibra de Thulium possui uma energia mais potente para a destruição até mesmo dos grandes cálculos — que, até poucos anos atrás, só podiam ser retirados por meio de uma cirurgia com acesso pelas costas (cirurgia percutânea). Apesar da altíssima potência de até 60 watts, a segurança do procedimento está diretamente ligada à experiência do cirurgião que opera o equipamento.
O Instituto do Cálculo Renal (ICR) também acompanha os pacientes no pós-procedimento, já que indivíduos propensos a desenvolver cálculos podem voltar a produzi-los em até 5 anos — isso acontece em cerca de 50% dos casos.
O tratamento preventivo envolve, principalmente, mudanças nos hábitos alimentares. A partir de um diagnóstico bem-feito, o uso de medicamentos também pode ser indicado.
Os cálculos renais são composições minerais (na maioria das vezes, de oxalato de cálcio) que se formam dentro do rim a partir do acúmulo dessas substâncias, seja por ingestão alimentar inadequada ou pela ausência de componentes neutralizadores, como a água. Uma das etapas mais importantes do diagnóstico é identificar a composição desses minerais na urina, o que orienta o tratamento preventivo de novas crises.
Casos mais graves
Há, entretanto, um tipo raro e mais grave: o cálculo coraliforme, formado por minerais e bactérias. Ele acomete cerca de 7% a 10% dos pacientes e pode levar a infecções severas. Esse tipo de pedra cresce silenciosamente — ou seja, sem provocar dor.
O novo Instituto do Cálculo Renal do Hospital Moriah reúne urologistas especializados em cálculos renais e uma equipe multidisciplinar para oferecer diagnóstico e tratamento com tecnologia de ponta e um olhar humanizado para cada paciente.
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