Férias e queimaduras

Que nas férias os acidentes domésticos aumentam, ninguém tem dúvida. E não é só com crianças. As pessoas cozinham mais, fazem churrascos, sem falar na exposição ao sol

No Hospital Moriah, tivemos um aumento expressivo de casos de queimadura no final de 2025. E só de adultos. Por isso, nossa enfermeira estomaterapeuta1 resolveu compartilhar dicas importantes no cuidado dessas feridas, que transformamos em um guia, para salvar e guardar.

O primeiro passo, é evitar a queimadura.

  • Na cozinha
  • Use luvas térmicas ou pano seco para manusear assadeiras e panelas quentes;
  • Cuidado com as grades do forno;
  • Ao escolher formas flexíveis (descartáveis de papel alumínio), não leve diretamente ao forno e sim, use uma forma rígida;
  • Mantenha sempre as panelas sobre o fogão com os cabos voltados para trás;
  • Mantenha as crianças longe da cozinha enquanto estiver cozinhando/assando alimentos;
  • No sol
  • Evite a exposição entre 10h e 16h;
  • Use protetor solar no mínimo fator 30 e reaplique após cada vez que entrar na água (mesmo que esteja escrito “resistente à água, geralmente os produtos resistem apenas ao suor intenso”);
  • Use chapéu e óculos escuros e roupas com proteção UV são uma boa opção;
  • Beba água e não esqueça de oferecer água constantemente às crianças e idosos;

Mas, como acidentes acontecem, até mesmo com a atenção, vamos ver o que fazer imediatamente.

  • Lave na hora a área afetada com água corrente limpa (torneira ou garrafinha) em temperatura ambiente;
  • Retire imediatamente anéis, pulseiras, relógios antes que ocorra inchaço;
  • Mantenha a área limpa e cubra com gaze, se necessário;
  • Se a queimadura for extensa, dolorosa ou formar bolhas, vá para o pronto-atendimento de saúde;

O QUE NÃO FAZER:

  • Não aplique nenhuma substância sobre a queimadura como: pó de café, pasta de dente, manteiga, óleo, pomadas em geral, pasta d’água;
  • Não estoure as bolhas;
  • Não coloque gelo sobre a pele;
  • Não cubra com algodão ou qualquer tecido que possa soltar fiapos;
  • Não exponha a área queimada ao sol;

E lembre-se, na dúvida, procure o serviço médico mais próximo, principalmente se:

  • Formar bolhas no local;
  • A área queimada for grande;
  • A área queimada for mãos, face, pés ou genitais;
  • Houver vermelhidão intensa, pus, febre, pois esses são sinais de infecção;
  • A vítima for criança, idoso ou pessoa com doença crônica e/ou imunossuprimida;

As queimaduras são classificadas conforme sua gravidade quanto à área atingida. As queimaduras de primeiro grau são aquelas mais leves, que atingem a epiderme, a camada mais superficial. É quando a pele fica avermelhada, quente e dolorida e nunca forma bolhas.
Para essas situações, é importante resfriar a área com água limpa e fria, manter a hidratação, retirar os acessórios (anéis, pulseiras), manter-se hidratado e não tomar banhos quentes.
Nesses casos, você não precisa procurar o atendimento de saúde, mas deve limpar a área delicadamente com água e sabonete diariamente, de preferência com sabonete glicerinado e/ou neutro. Você pode aplicar calmantes à base de aloe vera e dexpantenol apenas. Não use produtos caseiros. Se a dor for intensa, você pode tomar um analgésico já habitual (paracetamol ou dipirona, conforme seu costume).
As queimaduras de segundo grau são as que atingem a epiderme (superficial) e parte da derme (primeira camada sob a pele) e em geral formam bolhas. Além disso, é uma queimadura de dor intensa, inchaço e bastante vermelhidão. Pode ser uma ferida que apresenta uma secreção (a depender da cor, pode indicar infecção, mas a presença do líquido é sempre um bom indício de que a ferida está “lubrificada” e cicatrizará bem).

A queimadura de segundo grau, quando extensa ou em áreas perigosas, como cabeça, articulações ou mesmo em vários locais, demanda ir para um serviço de pronto-atendimento para avaliação.
Uma queimadura de terceiro grau é uma lesão grave, que destrói todas as camadas da pele (epiderme e derme) e pode atingir tecidos mais profundos como gordura, músculo e osso. A pele fica ressecada, carbonizada ou esbranquiçada, sem dor imediata por nervos destruídos, e exige tratamento médico urgente, frequentemente com internação, curativos especiais e enxertos de pele, podendo deixar sequelas.
Salve o conteúdo disponível em nosso site (link) e tenha sempre à mão. Vale encaminhar para aquelas pessoas que não sabem o que fazer quando têm uma queimadura.

Para ter acesso a todas as orientações detalhadas e garantir a segurança da sua família, você pode baixar o e-book completo sobre queimaduras do Hospital Moriah. Um guia prático para consulta rápida sempre que necessário.

[Clique aqui para baixar o e-book gratuito]

Mais informações para a imprensa:
Mirtes Bogéa (11) 99192-1901
imprensa@hospitalmoriah.com.br


Programa de Aprimoramento em Cirurgia Ginecológica Minimamente Invasiva

O Hospital Moriah, através de uma parceria com o Moriah Institute of Science and Education (M.I.S.E.), abre as inscrições para o Programa de Aprimoramento em Cirurgia Ginecológica Minimamente Invasiva no Serviço de Ginecologia do Hospital Moriah.

O Programa é voltado para médicos e/ou portadores de diploma revalidado por universidades públicas brasileiras, de acordo com as normas e conformidade da legislação pertinente em vigor, e de acordo com as partes integrantes do edital do Programa. Também é necessário comprovar estágio reconhecido ou residência médica prévia de 03 (três) anos em Ginecologia e Obstetrícia realizados em serviços credenciados pelas respectivas sociedades de especialidades, juntamente com o seu diploma médico ou já possuir o título de especialista em Ginecologia e Obstetrícia (TEGO) outorgado pelas especialidades médicas.

Período das inscrições: 15 de janeiro de 2026 a 30 de janeiro de 2026

Entrevista e análise de Curriculum vitae (presencial): dia 10 de fevereiro de 2026

Resultado: 20 de fevereiro de 2026

Inscrições: via e-mail, conforme descrição no item “Inscrição” do edital

Clique aqui  para acessar o edital do programa.


A menopausa, alimentação para o cérebro e ritmo de vida

Com o aumento da expectativa de vida e a atuação da mulher na sociedade, a menopausa passa a ter cada vez mais importância no dia a dia

Livros como “A menopausa e o cérebro” da neurocientista Lisa Mosconi se propõe
a discutir um outro lado da menopausa, nada ligado à simples ginecologia e vem
fazendo muito sucesso. Mas ele apenas revela o que ficou escondido por tanto
tempo: a menopausa é um período da vida humana, no caso, da vida da mulher, e
por isso não pode ser lido apenas como um problema de uma especialidade
médica.

Durante séculos, a mulher teve sua importância dentro da sociedade relativizada.
E dessa forma, todas suas questões.

Com as conquistas políticas e sociais do sexo feminino, a mulher passou a ocupar
mais lugares e a evolução da medicina permite que ela ocupe esses lugares por
mais tempo. Isso faz com que, finalmente, a menopausa mereça entrar em
discussão.

Recentemente tivemos a discussão sobre o quanto a reposição hormonal foi
culpabilizada por dezenas de problemas de saúde, notadamente o câncer de
mama. E isso é muito bom, pois a reposição hormonal tem transformado a vida
de mulheres que sofriam com os efeitos da menopausa.

É importante lembrar que os problemas de saúde da mulher não começam
somente quando o fluxo menstrual para definitivamente. O climatério começa por
volta dos 40 anos já mudando várias coisas na vida da pessoa e, por isso, as
mulheres vêm se preocupando cada dia mais com sua saúde, mais cedo.

E isso pode ser por questões como a resposta ao etarismo: ninguém mais se
aposenta aos 40 e poucos anos. “A vida começa aos 50!” tem sido bradado por aí.
Para a ginecologista e especialista do Instituto da Menopausa do Hospital Moriah,
Carolina Ambrogini, “a mulher passa por uma reflexão nesse período, porque ela
vê o seu tempo passando e começa a avaliar sua vida toda. A menopausa causa
divórcios.”. Essa afirmação está longe de ser uma generalização para a médica,
mas vai ao encontro do grey divorce – onda de separações que acontecem quando
os filhos do casal crescem e não vêem mais razão para ficarem juntos.
Por isso que a menopausa está bem longe de ser um problema apenas para
discutir com o ginecologista.

Sim, tudo começa com o estrogênio que é um modulador do sistema nervoso
central e a menopausa é a queda e ausência desse hormônio no corpo da mulher.
A queda da produção do estrogênio afeta os neurotransmissores e faz com que o
cérebro meio que “entre em surto”. “A principal consequência é o esquecimento,
essa névoa mental, que é muito ruim porque a mulher tem uma queda da
produtividade e isso afeta a autoestima. Por outro lado, como a falta de
estrogênio bagunça os neurotransmissores, a mulher fica mais suscetível a ter
depressão e irritabilidade, trazendo muitos conflitos familiares, no ambiente de
trabalho e isso é sofrido para a mulher”, completa Ambrogini.

É aí que entra a reposição hormonal e o acompanhamento de uma equipe
multidisciplinar e onde o olhar do ginecologista – profissional fundamental nessa
fase – deve ser múltiplo também. Os comprimidos, adesivos, géis podem ajudar
sobremaneira, mas precisam ser muito bem personalizados. E há outras
recomendações que precisam ser dadas às mulheres, mesmo antes da
menopausa em si.

“Toda atividade física é melhor que nenhuma, então toda mulher tem que ter
seus 150 minutos semanais. Porém, a atividade ideal para a menopausa é a que
tenha exercícios resistidos, como musculação, Pilates e ioga.”, recomenda a
médica, pois o envelhecimento traz a perda de massa muscular e a tendência a
engordar. “Sabemos que a quantidade de músculos também tem relação com
demência, principalmente de membros inferiores”, alerta Carolina Ambrogini.

Mas e as mulheres que tiveram câncer de mama? Como ficam, sem poder fazer a
reposição hormonal? Porque a terapia hormonal foi inocentada de causar o
câncer, mas ter tido câncer de mama é uma condição incompatível com repor os
hormônios. Isso porque a grande maioria dos tumores de mama se alimentam do
estrogênio.

Essas mulheres precisam ainda mais do olhar individual porque o seu tratamento
deve ser ainda mais multidisciplinar. Se não podem fazer a reposição hormonal,
têm que buscar o bem-estar através do exercício físico, da alimentação e do sono.

“Sabemos que a menopausa afeta bastante o sono, então a mulher tem que ter
uma higiene do sono adequada. Se ela tem muitas ondas de calor, sabemos que
alguns antidepressivos ajudam e também, nos próximos anos, está para ser
aprovada pela Anvisa uma nova droga não hormonal específica para os fogachos.
E temos que fazer uso das opções naturais como a amora, cimicífuga e outros
fitoestrogênios, com o acompanhamento médico. Lembrando que a mulher que
teve câncer de mama não pode usar as isoflavonas, presentes na soja, por
exemplo”, inclui Ambrogini.

Mas quais mulheres podem ou não ser beneficiadas pela reposição hormonal?
Não existe uma resposta segura. O que existe é a individualização do tratamento.
Se todas as medidas não medicamentosas não surtem efeito para essa mulher ter
uma vida mais produtiva e saudável, devemos buscar os remédios que vão ajudar.

“Para aquela mulher que teve um câncer de mama que não é hormônio
dependente, ou seja, o triplo negativo, já existem estudos que levantam a
possibilidade delasfazer a reposição hormonal, mas ainda não está consolidado
pela literatura médica, então, se você seguir a Sociedade Brasileira de Mastologia,
qualquer câncer de mama é uma contraindicação. Mas a ciência está buscando
respostas.”, inclui a médica.

Da mesma forma, mulheres que tiveram câncer de endométrio e de ovário
podem ter no estrogênio o fator de estímulo das células malignas. Diferente de
quem teve o câncer de colo de útero, que não tem essa dependência, liberando
para a reposição. Por isso, o olhar tem que ser tão particular.

O mais importante é que a mulher pode ter uma vida melhor, com seu cérebro
protegido e sua continuidade dentro da sociedade garantida apesar da sua idade.
E fazendo da sua idade, justamente a sua importância.


Movimento internacional que questiona o uso de protetor solar cresce no Brasil

No Brasil, um país tropical com altas temperaturas, é indispensável o uso do
protetor solar em diversas situações: ir à praia, trabalhar ou mesmo dar uma volta
na rua. No entanto, esse hábito está sendo questionado. Um movimento contra o
produto chegou ao país via redes sociais e preocupa os médicos, já que os casos
de câncer de pele em território nacional passam de 200 mil todos os anos. O
Domingo Espetacular (Record TV) buscou entender as razões e os perigos dessa
tendência, e convidou o oncologista do Hospital Moriah, Dr. Hélio Pinczowski para
explicar o perigo da prática.

 


Mulheres acima dos 60 desafiam idade e se destacam em treinos intensos

As histórias inspiradoras de três mulheres que desafiam estereótipos ao se
dedicarem a treinos intensos após os 60 anos foram o tema dessa reportagem,
exibida no Domingo Espetacular (Record TV). À equipe do programa, o Dr. Álvaro
Paiva, cardiologista do Hospital Moriah, explicou os benefícios da prática regular
de esportes na maturidade. Confira!

 


Cirrose: o que é, causas e tratamento

O quadro “O Hospital Responde” (produzido pelo programa Domingo Espetacular, da Record TV) convidou o Dr. Roberto Blasbalg, radiologista especializado em aparelho digestivo do Hospital Moriah, para esclarecer as principais dúvidas sobre a cirrose. O que é a doença, quais são suas causas e como ela afeta o fígado e a saúde geral. Além disso, o médico também vai abordar os métodos de diagnóstico por imagem e os cuidados necessários para o acompanhamento.
Veja!

 


Sífilis: conheça os sintomas, a prevenção e o tratamento

Ao quadro “O Hospital Responde” (produzido pelo programa Domingo
Espetacular, da Record TV), a Dra. Marcela Bandeira, infectologista do Hospital
Moriah, esclarece dúvidas sobre a sífilis. Você vai entender o que é essa infecção,
como ela é transmitida, quais são os sinais e sintomas mais comuns, e por que o
diagnóstico precoce é essencial para evitar complicações. Confira!

 


Especialista alerta para riscos de AVC com a chegada do verão e aumento das temperaturas

Ao Jornal da Record, o neurologista Dr. Cássio Lacerda, do Hospital Moriah, explica que os cuidados com a saúde, durante o verão, precisam ser redobrados porque o calor intenso e a desidratação favorecem a formação de coágulos, aumentando os ricos de um acidente vascular cerebral. Confira na reportagem!

 

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Especialista fala sobre pedras nos rins

Você sabe o que são pedras nos rins? Ao quadro “O Hospital Responde”,
produzido pelo programa Domingo Espetacular (Record TV), o Dr. Paulo Bruna,
urologista do Hospital Moriah e especialista em cálculos urinários, explica tudo
sobre essa condição que afeta milhões de pessoas. Descubra como as pedras se
formam, quais são os principais sintomas, quando procurar atendimento médico
e quais são as opções de tratamento — incluindo procedimentos minimamente
invasivos com tecnologia de ponta. Confira!

 


Tudo o que você precisa saber sobre trombofilia

“O Hospital Responde”, quadro produzido pelo programa Domingo Espetacular
(Record TV), conversou com a oncohematologista Dra. Daniela Dias, do Hospital
Moriah, sobre a trombofilia — uma condição que aumenta a tendência à
formação de coágulos no sangue. Neste vídeo, a médica alerta para os principais
sinais e fatores de risco, como histórico familiar de trombose, abortos de
repetição, uso de anticoncepcionais hormonais, gravidez e cirurgias recentes.
Confira!

 



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