A fratura por stress é um tipo de trauma causado pelo impacto contínuo e excessivo, causa dores e afasta o indivíduo de suas atividades

Como assim, um pé quebrado? Em quase todos os casos o diagnóstico vem acompanhado de espanto. A fratura por stress é muito comum em atletas amadores, mas também em sedentários.

“Na volta das férias, sempre aparecem pacientes no consultório com uma dor persistente no pé ou no tornozelo e a pessoa sabe que não teve nenhum entorse. Em muitos casos é uma fratura causada pelo ‘excesso de uso’”, explica o ortopedista Maurício Póvoa Barbosa, do Hospital Moriah, em São Paulo.

O que acontece é que muitas pessoas que são sedentárias, ao sair de férias, se aventuram em caminhadas muito longas, correr e pular com as crianças, caminhadas em terrenos acidentados e outras que exigem muito da estrutura ósseo-muscular. A fratura por stress é uma pequena fissura no osso, causada por movimento repetitivo ou overuse.

Os ossos mais acometidos são os dos pés, tornozelos e canelas. O osso se adapta gradualmente às mudanças de atividades realizadas. Quando o osso é sujeito a uma força a que não está acostumado, sem um tempo suficiente para a auto-recuperação, ele pode ficar susceptível à esse tipo de quebra.

Alguns fatores de risco

  • Alguns esportes como caminhada (especialmente tracking, em terrenos acidentados), corrida de longa distância, basquete, tênis, dança ou ginástica;
  • Aumento súbito de atividades para pessoas sedentárias, bem como o aumento repentino de duração, intensidade ou frequência desses exercícios;
  • Sexo feminino, especialmente as mulheres que não menstruam;
  • Problemas nos pés, como pés chatos ou muito arqueados;
  • Fraqueza óssea, condições como a osteoporose;
  • Ter tido fraturas por stress anteriormente;
  • Falta de nutrientes e desordens alimentares, falta de vitamina D e cálcio.

Alguns cuidados podem ser tomados para evitar esse tipo de fissura óssea:

  • Fazer mudanças graduais no programa de exercícios;
  • Usar tênis e calçados adequados para cada prática;
  • Introduzir exercícios variados nas suas atividades físicas para evitar o exercício repetitivo;
  • Alimentação adequada.

E caso comece a sentir uma dor persistente, ou perceba algum inchaço não usual, procure um ortopedista. O diagnóstico é feito por meio de exames de imagem e o tratamento começa com imobilização da área afetada e alívio da carga.


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