Praticar exercícios físicos na vigência de uma infecção pode ser perigoso. Isto se dá por vários motivos: quando estamos doentes devemos poupar nossa energia para o combate à bactéria ou ao vírus, um exercício intenso leva a uma queda momentânea de nossa imunidade, abrindo uma janela para a piora da doença aguda que estamos enfrentando e, o mais perigoso, as doenças virais podem inflamar o coração!

A miocardite é uma complicação incomum de infecções por vírus. Ela pode variar de assintomática até insuficiência cardíaca grave com necessidade de transplante de urgência. A experiência do surto de gripe suína (H1N1) de 2009 serve de alerta para a comunidade científica e para a população. Houve muitos casos de miocardite nos meses subsequentes mesmo em pacientes que não apresentaram quadro gripal. O aparecimento de dor no peito, falta de ar ou palpitações (os sintomas mais comuns da miocardite) servem de alerta para uma avaliação cardiológica em qualquer circunstância, durante um surto de infecções virais, mais ainda.

Já sabemos que o coronavírus apresenta-se como uma infecção leve em cerca de 80% das pessoas. Estas ficarão em casa tomando medicamentos sintomáticos e alguns nem saberão que tiveram a infecção. Sabemos também que a covid-19 causa miocardite em alguns pacientes. Por esses motivos a Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte emitiu um informe sobre a prática esportiva e o coronavírus indicando a suspensão dos exercícios na presença de sinais e sintomas compatíveis com infecções respiratórias como febre, tosse e falta de ar.

Continue se exercitando e mantendo bons hábitos de vida mesmo em casa. Existem várias opções de exercícios que podem ser feitos com o próprio corpo e com móveis e utensílios domésticos e caso apresente algum sintoma, interrompa as atividades e entre em contato com seu médico.

Felizmente já se tornou senso comum que a prática de exercícios físicos traz inúmeros benefícios para a saúde. Um deles, e muito falado atualmente, é a melhora do sistema imunológico. Existem inúmeras publicações científicas mostrando a diminuição de infecções e uma melhor capacidade de responder a elas nos indivíduos ativos fisicamente e com boa composição corporal, ou seja, mais músculos e menos gordura.

Aqueles que começam a se exercitar com o passar do tempo passam a ter uma imunidade melhor.


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