A sarcoidose consiste em uma doença inflamatória e não contagiosa que pode atingir diversos órgãos do corpo humano. Assim, principalmente os olhos, os tecidos que envolvem os pulmões e a pele.

Ela aparece com mais frequência entre os 20 e 40 anos, embora possa acometer outras idades também. No entanto, sabe-se que ela é rara durante a infância. Dessa maneira, a doença afeta mais as mulheres do que os homens, e quem possui histórico familiar, é mais propenso ao desenvolvimento da doença.

Causas da sarcoidose

Apesar de a causa não é totalmente conhecida, especialistas afirmam que costuma se caracterizar pelo crescimento de nódulos inflamatórios nas regiões que foram afetadas. A sarcoidose pode surgir devido a uma infecção ou reação imunológica a uma substância encontrada no ambiente, como o mofo ou um tipo de bolor, por exemplo.

Sintomas da sarcoidose

A doença pode ser identificada pela presença de aglomerados de células que causam inflamação, denominados granulomas, em várias partes do corpo, levando ao surgimento de sintomas como ínguas, cansaço, inchaço e dores nas articulações.

De forma geral, os pulmões são considerados os órgãos mais atingidos pela sarcoidose, e pacientes com essa condição acabam apresentando tosse seca, dores na região e falta de ar. Contudo, esses sintomas nem sempre são recorrentes.

As lesões na pele podem variar de tamanho e formato. Na forma mais encontrada, elas se assemelham a pequenos nódulos avermelhados e que causam dor nas pernas e calcanhares. Mas as lesões também podem ser encontradas em forma de placas vermelhas perto do rosto.

Por fim, quando há a incidência de sarcoidose na região ocular, geralmente os sinais estão ligados a uma inflamação que causa lacrimação, sensibilidade à luz e visão turva, que se não tratada, pode levar à cegueira. O uso de colírios lubrificantes pode ser indicado em alguns casos para tratar a situação.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico é feito com base na avaliação do médico especialista. Além de exames detalhados tanto físicos quanto laboratoriais, que incluem a tomografia computadorizada, o hemograma, a cintilografia, a ressonância magnética, radiografias e exames oftalmológicos.

Em alguns casos, pode ser necessária a realização de biópsias para identificar a presença de granulomas cutâneos.

Quando não há sintomas ou são casos leves, a indicação é deixar o paciente em estado de observação por alguns meses para saber a atividade da doença e se há chances de ela ser revertida. Nos estágios mais avançados, quando os órgãos afetados passam a parar de funcionar, o tratamento com corticosteroides, como a prednisona, pode ser eficaz para reduzir os sinais inflamatórios e evitar danos que não possam ser revertidos nos órgãos afetados.

Entretanto, é preciso ter cuidado com o uso desses medicamentos. Isso porque alguns podem apresentar efeitos adversos no paciente, tais quais ganho de peso, acne, falta de sono e fome constante.

Atualmente, existem diversos medicamentos já usados em outras patologias que podem substituir os corticosteroides no tratamento da sarcoidose, como drogas imunossupressoras e reguladores de níveis de cálcio no sangue. Mas apenas a consulta com um profissional de saúde irá identificar o tratamento mais apropriado em cada caso.

Prevenção

Alguns hábitos saudáveis no dia a dia podem ajudar a reduzir as inflamações do organismo e impactar na progressão da sarcoidose. Uma delas é seguir uma alimentação equilibrada, com fontes de legumes e frutas. Além disso, uma hidratação adequada e a prática regular de atividade física também ajudam.

Fonte: Ricardo Henrique Teixeira, pneumologista do Hospital Moriah.

Matéria publicada no portal Vitat em 31 de maio de 2022. Link para acesso: https://vitat.com.br/sarcoidose/


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