Novos fluxos no Hospital Moriah para garantir a segurança sem deixar de lado a individualização do cuidado e o carinho

Tendo em vista a continuidade da pandemia de Coronavírus, o Hospital Moriah reafirma o seu comprometimento em proporcionar fluxos e protocolos que garantam a higiene, a individualização do cuidado e a segurança para todos aqueles que precisam seguir com os seus tratamentos médicos.
Política de visitas e acompanhamento de pacientes:
Visitantes:
Aas visitas aos pacientes internados nas unidades de internação seguem suspensas, tanto em leitos individuais, quantos na unidade de enfermaria.
As visitas aos enfermos na unidade de terapia intensiva (UTI) foram retomadas desde 23 de abril de 2021, respeitando os seguintes critérios:
- • A visita ao paciente ocorrerá somente das 16h às 16h30, todos os dias.
- • O paciente poderá receber diferentes visitantes ao longo da semana.
- • A visita não poderá estender os 30 minutos.
- • O visitante será acompanhado pela hospitalidade até a sala da família da UTI para entrada e também será acompanhado para a saída da UTI.
- • O visitante fará a higienização das mãos e vestirá a paramentação conforme orientação da equipe assistencial.
- • O visitante não poderá circular em outras áreas do Hospital Moriah.
- • O visitante não poderá entrar se estiver com sintomas gripais e sua temperatura será aferida na entrada.
- • O visitante deverá assinar o “termo de acompanhante” na recepção central.
- • Todos os pacientes da UTI são elegíveis à visita.
Acompanhantes:
Os acompanhantes são liberados para os pacientes de cirurgias eletivas internados em apartamento, desde que estejam assintomáticos e, preferencialmente, morando no mesmo domicílio do paciente. Cabe ressaltar que o acompanhante deve permanecer no quarto em tempo integral, não sendo permitida a circulação pelas dependências do Hospital. Também não está autorizada a troca de acompanhantes ao longo do período de internação do paciente.
Pacientes internados na UTI Externa* poderão ficar acompanhados por uma pessoa, sem troca ao longo da internação, seguindo as mesmas normas dos acompanhantes de pacientes em apartamentos.
Os pacientes com “plano enfermaria”, que estiverem na Unidade de Internação, não poderão ficar com acompanhantes.
Os pacientes na área de internação covid e UTI também não poderão ficar acompanhados.
* Cerca de 40% dos leitos de UTI foram adaptados para receber acompanhante. Eles são destinados aos pacientes que ainda necessitam de terapia intensiva, mas estão estáveis e são elegíveis para permanecer com acompanhante.
Exames:
Os exames para detecção da covid-19 são realizados na Unidade Especializada para atendimento do coronavírus, que fica no piso térreo, próximo à entrada de veículos do Hospital. Esta área possui recepção independente e os pacientes que aguardam atendimento ou realizam exames não possuem contato com os demais circulantes no Hospital.
Cabe ressaltar que os demais exames de laboratório e imagem permanecem em funcionamento. O Centro de Diagnósticos do Hospital Moriah está localizado no subsolo, área isolada dos leitos de internação de pacientes infectados pela covid-19.
Medidas adicionais:
O Hospital Moriah também intensificou os treinamentos oferecidos a toda a equipe assistencial. A paramentação dos colaboradores, quando executada de forma correta, evita a contaminação nos momentos de colocação e retirada dos EPIs. Através do setor de Educação Continuada, tais protocolos são realizados paulatinamente junto aos colaboradores que prestam atendimento aos pacientes com casos suspeitos ou confirmados pela covid-19.
O Hospital Moriah também disponibiliza leitos específicos com pressão negativa. Considerados leitos de isolamento, estes ambientes possuem o controle do ar, evitando a transmissão de partículas suspensas.
Já os equipamentos de ar condicionado das salas cirúrgicas, recuperação pós-anestésica e leitos de isolamento possuem duplo sistema de filtragem: filtros BOLSA e HEPA. Este conjunto de filtragem, também conhecido como filtro absoluto, controla a contaminação ambiental e confere mais segurança na qualidade do ar dispensado em tais ambientes.
Conte conosco sempre que precisar!
Radiofrequência para tratar mioma pode ser opção à retirada do útero

Cerca de metade das mulheres recebe o diagnóstico de mioma uterino em algum momento da vida reprodutiva, de acordo com a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo). Esses tumores benignos podem ser assintomáticos, mas também podem gerar muita dor, sangramentos, anemia e aumento do volume abdominal, levando à indicação de cirurgia.
Relação com estrogênio
Não se sabe exatamente o que provoca esses tumores benignos, mas seu crescimento é associado ao hormônio estrogênio. A incidência é maior em mulheres com ganho de peso e também em negras ou pardas, embora não seja possível afirmar se essa predisposição étnica é ligada a fatores genéticos ou ambientais.
O mioma pode ser classificado como:
- Subseroso (localizado na superfície externa do útero)
- Intramural (na parede do útero)
- Submucoso (sob o revestimento do útero)
- Pedunculado (crescem em um pedúnculo)
O diagnóstico ocorre com mais frequência a partir dos 30 anos de idade, e os miomas tendem a "murchar" após a menopausa. Por isso, se o problema não interferir na fertilidade e os sintomas forem bem controlados com medicamentos, é possível apenas acompanhar seu crescimento com exames regulares até o fim do ciclo reprodutivo. Porém, dependendo do tamanho do tumor ou de suas consequências, o tratamento cirúrgico é necessário.
Destruir o mioma, manter o útero
Os miomas são responsáveis por cerca de 300 mil cirurgias para remoção do útero (histerectomia), segundo o Ministério da Saúde. Ainda que não interfira na produção de hormônios ou na vida sexual da mulher, perder o útero representa o fim da possibilidade de engravidar – o que pode ser extremamente doloroso para quem não teve filhos, e também ter impacto psicológico em pacientes mais maduras.
É nesse contexto que cirurgias minimamente invasivas para o tratamento de miomas vêm ganhando espaço como alternativa à histerectomia. É o caso da ablação por radiofrequência, procedimento relativamente novo no Brasil, que consiste em destruir o tumor com altas temperaturas. A agulha é acoplada ao aparelho de ultrassonografia transvaginal, o que diminui a necessidade de cortes e permite alta no mesmo dia.
"O procedimento é realizado em centro cirúrgico, com sedação, e dura 30 minutos, em média", explica o médico Mariano Tamura, coordenador do Instituto de Miomas do Hospital Moriah, em São Paulo. A morte celular induzida pelo calor faz com que o mioma perda cerca de metade do seu volume, o que traz enorme alívio para os sintomas e, como consequência, melhora a qualidade de vida das pacientes. Esse é o foco, aliás, de um estudo que Tamura vem coordenando no hospital, com mulheres de 18 a 45 anos de idade que serão acompanhadas durante três anos após a cirurgia. Na entrevista abaixo, ele traz mais detalhes sobre o tema.
Quais os tipos de miomas ou em quais situações há indicação de cirurgia?
Os miomas que estão voltados para o interior da cavidade uterina, desde os completamente submucosos até os que abaulam a camada interna que reveste o útero (endométrio) são relacionados a sangramento uterino aumentado e, eventualmente, quando há falha do tratamento medicamentoso, necessitam de tratamento cirúrgico ou intervencionista. Além disso, os miomas volumosos que estão na musculatura do útero (intramurais), ou os que são voltados para a parte externa (subserosos), podem causar sintomas compressivos, dor pélvica e cólicas intensas, que, diante da falha do tratamento clínico, também necessitam de tratamentos adicionais. Não existe um tamanho exato que nos direcione a certa conduta. É necessário avaliar cada caso individualmente, a quantidade de miomas, sua localização e os sintomas associados.
Cirurgias para remoção de miomas envolvem algum risco de aderências (cicatrizes) que podem inviabilizar uma gravidez?
Procedimentos como a radiofrequência diminuem esse risco?
Qualquer procedimento cirúrgico na cavidade abdominal pode gerar aderências. Quando nos referimos à pelve, existem outras doenças que também provocam aderências e podem distorcer a anatomia dos órgãos reprodutores femininos, possivelmente levando à infertilidade, como, por exemplo, a endometriose, a doença inflamatória pélvica e, inclusive, a própria presença de miomas uterinos. Tratando-os sem cirurgia, corte, sutura e cicatrização, podemos diminuir a probabilidade de formação de aderências.
Poderia explicar em detalhes como é o procedimento com radiofrequência?
O procedimento consiste em aquecer o mioma do centro para a periferia, através de uma agulha de radiofrequência que entrega energia térmica em sua extremidade. Essa agulha é acoplada ao aparelho de ultrassonografia transvaginal, que irá guiar o procedimento em tempo real e será essencial para o posicionamento adequado dessa agulha no interior do mioma. O procedimento é realizado em centro cirúrgico, com sedação e dura 30 minutos em média. A paciente interna e recebe alta no mesmo dia, porém o efeito da radiofrequência é prolongado até seis meses, e tem como objetivo causar a redução de ao redor de 50% do volume do mioma, por meio da morte celular induzida pelo calor (necrose coagulativa), além de melhorar significativamente os sintomas da paciente e sua qualidade de vida, com baixas taxa de reintervenção.
Na ocasião do estudo que estamos conduzindo, o tratamento é indicado para pacientes que possuem até três miomas, de até 5cm cada um, e que não tenham realizado qualquer procedimento uterino prévio (seja radiofrequência, embolização de artérias uterinas, miomectomia ou histeroscopia cirúrgica).
O procedimento tem sido feito faz tempo no Brasil? São muitos centros que realizam?
O procedimento foi aprovado nos EUA em 2012 e já foi aprovado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). No entanto, são poucos centros que se utilizam desse tratamento e, ao mesmo tempo, carecem estudos robustos sobre a radiofrequência em mulheres brasileiras.
É um procedimento muito mais caro que a cirurgia tradicional? Já existe cobertura por planos de saúde ou SUS (Sistema Único de Saúde)?
O procedimento envolve internação rápida, menor uso de medicação, rápido retorno às atividades habituais e baixa taxa de reintervenção e complicações associadas. Ou seja, o custo do procedimento como um todo pode ser menor que de uma cirurgia. No entanto, ainda não há cobertura pelos convênios e não é um tratamento previsto pelo SUS.
Fonte: Blog do Dr. Jairo Bouer. Link para acesso: https://doutorjairo.uol.com.br/leia/radiofrequencia-para-tratar-mioma-pode-ser-opcao-retirada-do-utero/
Infecção de garganta mal curada pode atingir o coração?

SIM. Mas só quando é a bactéria Streptococcus pyogenes
É difícil encontrar alguém que nunca tenha tido ao menos um episódio de dor de garganta na vida. Bastante comum, sobretudo na infância, essa condição, apesar de na maioria das vezes se resolver sozinha em poucos dias —e justamente por isso ser considerada por muitos como inofensiva—, jamais deve ser negligenciada.
O fato é que, nos casos em que a sua causa é uma infecção bacteriana provocada pelo Streptococcus pyogenes do grupo A, o tratamento inadequado ou a falta dele em pessoas com alguma predisposição genética pode fazer o quadro evoluir e desencadear a doença autoimune febre reumática, com possíveis consequências ao coração (e também ao sistema nervoso central, articulações e pele).
Nessa situação, acontece o seguinte: a bactéria entra no organismo e, para combatê-la, o sistema imunológico, como normalmente faria, produz anticorpos, só que eles, ao invés de "lutarem" apenas contra o invasor, também passam a atacar outros órgãos. Até hoje não se sabe exatamente por que isso ocorre, uma das hipóteses é que seja através de mecanismos de hipersensibilidade ou similaridade entre as proteínas presentes no antígeno e as que compõem alguns tecidos do corpo.
Manifestações da febre reumática
Mais comum em países em desenvolvimento, como o Brasil e, em especial, nas populações mais carentes, pela dificuldade de acesso a tratamentos médicos, má nutrição e falta de higiene, a febre reumática afeta principalmente crianças e adolescentes na faixa de 5 e 15 anos.
Mas é preciso ficar claro que nem toda faringoamigdalite mal curada ou não tratada evolui para a doença. Como adiantamos, isso se dá apenas em pessoas predispostas e que tiveram contato com o Streptococcus pyogenes do grupo A — estima-se que a prevalência é de 3%.
No geral, seus sintomas surgem de duas a quatro semanas após a dor de garganta. A manifestação mais comum é a inflamação das articulações (artrite), principalmente de mãos, joelhos e tornozelos, que provoca dor, inchaço e vermelhidão.
A pele é outro local com risco de acometimento. Neste caso, surgem nódulos subcutâneos, normalmente indolores, duros e sem sinal de inflamação, e manchas avermelhadas (eritema marginato).
Além disso, a enfermidade pode atingir o sistema nervoso central, gerando um distúrbio neurológico chamado Coreia. Ele é caracterizado pela presença de movimentos involuntários e desordenados, mais evidentes em extremidades, como braços e pernas, e no rosto, e que pioram quando o paciente fica tenso ou nervoso. A boa notícia é que todas essas consequências tendem a desaparecer com o tratamento certo.
A implicação mais grave da febre reumática, no entanto, se dá no coração, sendo a número um a cardite, inflamação no pericárdio (membrana que o reveste o órgão) e/ou no músculo cardíaco (miocárdio) e nas válvulas cardíacas.
Ela pode ser leve, tendo sinais como dor, cansaço, taquicardia e sopro, ou grave, causando lesão em uma ou mais válvulas e, por conseguinte, insuficiência cardíaca e endocardite, com risco de morte.
Segundo os especialistas consultados por VivaBem, as sequelas cardíacas da patologia são, ainda hoje, uma das principais causas de cirurgia para troca de válvula, especialmente a mitral, no Brasil.
Tratamento
Como não é possível saber quem tem predisposição para desenvolver a febre reumática, a recomendação é preveni-la. Assim, o indicado é consultar um médico em qualquer infecção de garganta, sobretudo se ela vier acompanhada de febre alta, pus, dor intensa, gânglios aumentados e não tiver melhora dos sintomas em 48 horas.
Se o causador da faringoamigdalite for o Streptococcus pyogenes do grupo A, o tratamento será feito à base de antibiótico, e é fundamental que seja seguido a risca e até o fim. Vale destacar que até 14 dias após o início dos sinais ainda é possível evitar a evolução do problema.
Porém, se a patologia já tiver se instalado, aí será preciso tratar a sua manifestação com repouso, medicamentos adequados para cada uma delas de acordo com a gravidade e, o mais importante, eliminar totalmente a bactéria do organismo, também com a administração de antibióticos.
Além disso, a diretrizes médicas recomendam que seja feita a prevenção secundária, já que o risco de novos episódios é bem alto. A indicação é o uso prolongado de penicilina benzatina, com aplicações feitas a cada 21 dias até os 21 anos de idade —se a pessoa apresentou cardite, a duração aumenta para 25 anos e, se teve lesão valvar, até os 40 anos ou pela vida toda.
Caso o paciente tenha alergia à penicilina, existem opções de antibióticos no mercado que podem substituí-la, mas é o médico quem irá determinar qual a melhor, bem como a forma de utilização.
Dor de garganta
A dor de garganta é resultante de processo inflamatório infeccioso ou irritativo da mucosa da parte posterior da cavidade oral. Ela pode atingir a faringe, as amígdalas ou a laringe e seus principais agentes causadores são vírus e bactérias —mas fungos, refluxo gastroesofágico, neoplasias, poluição, ar seco, tabagismo, alergias, respiração pela boca, uso excessivo da voz, tumores e traumas locais também podem provocá-la.
Junto com a dor, é normal o paciente apresentar ardência, dificuldade para engolir, vermelhidão e inchaço locais, rouquidão, perda da voz, tosse, dores de cabeça, no corpo e reflexas no ouvido e no pescoço, febre, pus nas amígdalas, mal-estar, falta de apetite, pigarro e indisposição.
Na maioria dos casos, essa condição se resolve sozinha em poucos dias (de três a sete, mais ou menos), mas, para evitar que evolua para algo mais grave, como a febre reumática, a ajuda médica é indispensável.
O tratamento varia conforme a causa. Nos quadros virais, geralmente analgésico, antitérmico, anti-inflamatório e pastilha aliviam o incômodo. Já nos bacterianos, conforme relatamos, o uso de antibióticos é obrigatório.
Para evitar as infecções de garganta, a prevenção, mais uma vez, é o melhor caminho, e isso se faz com a adoção de um estilo de vida saudável, o que inclui alimentação equilibrada, prática regular de atividade física, controle de doenças de base e boa higienização.
Também é imperativo evitar ambientes não ventilados e cheios, sobretudo neste momento de pandemia, manter a casa arejada, cuidar do sono, não fumar, não consumir álcool, evitar o estresse e manter a vacinação em dia.
Matéria de Renata Turbiani veiculada pelo portal Viva Bem – UOL em 10/03/2021. Link para acesso: https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2021/03/10/infeccao-de-garganta-mal-curada-pode-atingir-o-coracao.htm
Hospital Moriah participa de estudo para tratamento de miomas uterinos

Em parceria com a UNIFESP, pacientes recrutadas vão ser tratadas com radiofrequência
Um estudo prospectivo com 30 pacientes entre 18 e 45 anos vai avaliar o uso da radiofrequência para a diminuição de miomas uterinos e melhora na qualidade de vida das mulheres que sofrem com esse problema.
Em parceria com o setor de mioma uterino e doenças benignas do útero da Universidade Federal de São Paulo/UNIFESP, o protocolo da pesquisa incluirá a seleção de pacientes que se submeterão ao procedimento de radiofrequência no Hospital Moriah.
A radiofrequência é uma intervenção minimamente invasiva que, por meio de uma agulha introduzida dentro do mioma, por via vaginal, destrói o tumor pela alta temperatura.
O procedimento é realizado em centro cirúrgico, com anestesia geral e com alta no mesmo dia, com baixa incidência de dor pós-operatória.
O que é Mioma?
Os miomas uterinos são tumores benignos de músculo liso que afetam mulheres durante a idade reprodutiva e são os tumores de maior incidência no sexo feminino, chegando a acometer 70% delas antes da menopausa.
Entre os fatores de risco, embora a causa seja relativamente incerta, a raça negra sempre apresentou maior incidência da doença. Mas a diferença étnica ainda é interrogada se deve-se a alterações genéticas ou ambientais. Idade a partir dos 30 anos e ganho de peso foram relacionados ao aumento da incidência dos miomas uterinos também.
O estudo
Além de obter informações a respeito dos resultados da radiofrequência na destruição do mioma, o estudo ainda vai oferecer dados sobre a qualidade de vida da mulher após o procedimento, em comparação a outros métodos de tratamento minimamente invasivo também indicados para os miomas. Esse levantamento será feito por meio de questionários aplicados periodicamente após o tratamento, até 36 meses depois.
Para se inscrever, mulheres com diagnóstico de miomas podem entrar em contato com o Hospital Moriah pelo número (11) 5080-7890 dizendo que gostariam de se inscrever no estudo de miomas.
Serão aceitas inscrições de mulheres maiores de 18 anos, moradoras da Grande São Paulo. Após a triagem, que será feita no Hospital Moriah, as mulheres serão acompanhadas em ambos hospitais: Hospital Moriah e setor de mioma uterino e doenças benignas do útero da Universidade Federal de São Paulo (campus Vila Clementino).
Serviço:
Estudo prospectivo do uso da radiofrequência em miomas uterinos
Hospital Moriah/UNIFESP
Inscrições: (11) 5080-7890
Quem pode se inscrever: mulheres acima de 18 anos com diagnóstico inicial de mioma uterino.
Número de inscrições: 100
As consultas de triagem serão oferecidas de acordo com a disponibilidade dos médicos participantes do estudo, nos consultórios do Hospital Moriah em Moema – S. Paulo.
Performance de Impacto
A 72ª edição da revista Healthcare Management destaca as lideranças do setor de saúde na série “1 Década de Influência”.
A gestão do Dr. Alexandre Teruya, há quatro anos à frente do Hospital Moriah, também foi tema neste especial. Clique aqui e confira a reportagem na íntegra.

Robô é usado pela primeira vez em cirurgia de joelho no Brasil
O aposentado David Francisco Abegão Filho foi o paciente pioneiro desse tipo de cirurgia no Brasil. Ele sempre gostou de exercícios, mas exagerou na dose e sofreu uma torção. Anos depois, um acidente grave na academia piorou a situação. Ele procurou ajuda médica e descobriu que terá que colocar uma prótese nessa intervenção pioneira. A equipe do Domingo Espetacular acompanhou o procedimento, realizado pelo ortopedista Dr. Marco Demange no Hospital Moriah. Confira!
https://www.youtube.com/watch?v=nc55LxcdaLg&t=1s
Hospital Moriah apresenta novo robô para ortopedia
Sistema robótico chamado ROSAR Knee auxilia na colocação de próteses de joelho com mais precisão, evitando possível dor para o paciente
Em dezembro o Hospital Moriah implementa um novo robô auxiliar nas cirurgias de tratamento da artrose do joelho com colocação de prótese. A cirurgia robô-assistida pelo ROSAR Knee auxilia médicos no posicionamento e condução na colocação dessas próteses.
Embora não seja comum, pode acontecer um posicionamento não ideal da prótese, o que após anos, poderia repercutir em dor ou até dificuldade na movimentação.
O alinhamento inadequado pode gerar esse desequilíbrio, e pode acontecer em situações onde o instrumental usado na cirurgia não oferece acurácia suficiente para restaurar a estabilidade e equilíbrio naturais do joelho (1).
O sistema robótico trazido pioneiramente para o Hospital Moriah, para as cirurgias de joelho, prevê maior acurácia por meio de um sistema intuitivo e planejado para os cortes exatos, que ajuda o cirurgião ortopedista desde o início do planejamento cirúrgico (2). O robô também oferece uma ferramenta de validação para a exata colocação do “novo revestimento do joelho”, impedindo folgas e o não ajuste perfeito da prótese à anatomia do paciente.
“A cirurgia de joelho bem-sucedida depende da habilidade do cirurgião, da qualidade da prótese, da qualificação e preparo do hospital e dos instrumentais que serão utilizados. O ROSAR Knee permite a eficiência de instrumentos e processos, o que reflete diretamente na recuperação da mobilidade e da qualidade de vida do paciente”, ressalta Dr. Marco Demange, ortopedista especialista em cirurgia de joelho do Hospital Moriah.
A primeira cirurgia aconteceu em 21 de dezembro, com um paciente do sexo masculino de 62 anos. O paciente teve alta em 48 horas.

Referências
1. Parratte S. et al, The Journal of Arthroplasty, 2019.
2. Parratte S. et al, Journal of Bone Joint Surgeon, 2008.
Robô colaborativo para implante de prótese de joelho está disponível para pacientes no Brasil
O ROSA® Knee System é um sistema robótico projetado para ajudar os cirurgiões a otimizar a precisão e a eficiência do planejamento e execução de uma cirurgia de substituição total do joelho
O Brasil é um dos primeiros países da América Latina a oferecer aos pacientes o acesso a um inovador sistema de robótica para uso em cirurgia de implante de prótese de joelho. O ROSA Knee System foi desenvolvido pela Zimmer Biomet, empresa multinacional americana e líder global em saúde musculoesquelética. O ROSA Knee é composto por uma plataforma robótica, com ferramentas de planejamento pré-operatório 3D e dados intra-operatórios em tempo real sobre tecidos moles e anatomia óssea, projetada para facilitar a precisão do corte ósseo e análise de amplitude de movimento. A tecnologia e seu uso foram recentemente aprovados pela ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).
O ROSA Knee foi projetado para ajudar os cirurgiões a otimizarem a precisão e a eficiência do planejamento e execução de uma cirurgia de substituição total do joelho. Estudos recentes nos Estados Unidos mostram que um em cada quatro pacientes não está completamente satisfeito com seu novo joelho. O ROSA Knee auxilia o cirurgião no posicionamento adequado do implante com a anatomia específica do paciente em mente.
“Estamos entusiasmados com o lançamento do ROSA Knee, que reúne a tecnologia robótica da Zimmer Biomet com nossos implantes de joelho, líderes do setor, para ajudar os cirurgiões a personalizar procedimentos cirúrgicos para seus pacientes. A Zimmer Biomet tem o compromisso de liderar a indústria ao trazer soluções diferenciadas e holísticas para o mercado, que atendam às necessidades de nossos clientes e pacientes”, declara Eduardo Uribe, vice-presidente e gerente geral da América Latina.
“A cirurgia de joelho bem-sucedida depende da habilidade do cirurgião, da qualidade da prótese, da qualificação e preparo do hospital e dos instrumentais que serão utilizados. O ROSA Knee permite a eficiência de instrumentos e processos, o que reflete diretamente na recuperação da mobilidade e da qualidade de vida do paciente”, ressalta Dr. Marco Demange, ortopedista especialista em cirurgia de joelho do Hospital Moriah e professor da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo).
Sobre o ROSA Knee
O ROSA Knee é um sistema cirúrgico assistido por robô, projetado para ajudar os cirurgiões na realização da cirurgia de substituição total do joelho, com recursos para auxiliar nas ressecções ósseas, bem como avaliar o estado dos tecidos moles para facilitar o posicionamento do implante no período intraoperatório. O sistema fornece uma análise contínua de dados para auxiliar na tomada de decisões complexas e permite que os cirurgiões usem a tecnologia de computador e software para posicionar instrumentos cirúrgicos, permitindo grande precisão durante os procedimentos. O ROSA Knee apresenta o protocolo de imagem X-Atlas™ - que fornece imagens pré-operatórias baseadas em raios-X para criar um modelo 3D e plano da anatomia óssea de um paciente - e mapeamento intraoperatório em tempo real da anatomia e movimento de um paciente, para ajudar os cirurgiões a personalizarem procedimentos e otimizarem a colocação do implante.
Referências
1. Bourne, R., et al. Patient Satisfaction After Total Knee Arthroplasty: Who Is Satisfied and Who Is Not? Clinical Orthopaedics and Related Research. 468: 57–63; 2010.
2. Pre-Surgical & Post-Surgical Patient Insights & Needs PPTX. Market Strategies International. 30 de março de 2009.
- Texto da Zimmer Biomet, site: www.zimmerbiomet.com.br.
Na pandemia, mexa-se para evitar quedas e fraturas
Falta de atividade física imposta pelo isolamento social leva a enfraquecimento e aumenta risco de quedas e fraturas, alerta especialista
Nossos idosos já conhecem muito bem quanto uma caminhada matinal contribui com a saúde. Todos os médicos prescrevem: fiquem ativos! E é comum ver, logo cedo, dezenas de senhores e senhoras caminhando nas praças e parques ou se exercitando em equipamentos públicos de ginástica. A situação mudou com os riscos aterrorizantes da pandemia.
Nesses sete meses, nos recolhemos ao máximo às nossas casas. Os idosos, então, nem se fale. Quanto mais abrigados, mais protegidos contra o coronavírus que, sem dúvida, é uma ameaça grave. Mas como manter a tal rotina de exercícios? A grande maioria parou totalmente suas atividades, o que leva à perda de massa muscular e consequentemente, ao enfraquecimento.
Esse enfraquecimento, aliado a problemas já comuns ao idoso como a visão menos acurada e a perda de reflexos, acaba por provocar as temidas quedas. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a prevalência de quedas após os 65 anos gira entre 30 e 60% e essas pessoas caem ao menos uma vez por ano.
A queda pode ser da própria altura ou de uma cadeira ou da cama. Se somamos esse enfraquecimento muscular a uma casa mal preparada, com degraus, tapetes e móveis na altura errada, além de calçados inadequados, os tombos podem ser ainda mais frequentes e perigosos.
Em uma sociedade que está envelhecendo cada vez mais, como a brasileira, ao examinarmos a população acima de 80 anos, a prevalência de quedas é seis vezes maior. E muitas vezes esse trauma leva ao óbito, tanto imediato, como em decorrência do processo de internação. As fraturas ósseas já são a quinta causa de morte acima dos 65 anos. Um trabalho publicado na Revista Brasileira de Ortopedia revela que a taxa de mortalidade de pacientes com fratura de fêmur submetidos à cirurgia em um hospital no sul do Brasil chegou a 23,6%.
A musculatura é o que dá sustentabilidade ao corpo e é fato que a perda da massa muscular em função do envelhecimento não tem como ser plenamente freada. Entretanto, é possível manter o corpo saudável tendo uma rotina de atividades físicas.
Quem sempre se exercitou – e não deve parar – com certeza terá menor enfraquecimento, mas mesmo quem tinha uma vida sedentária deve ser incentivado a começar, independentemente da idade. É importante, claro, uma visita ao médico antes, que pode indicar o que é melhor e mais adequado para cada um. Mas nunca é tarde para começar.
Uma rotina de exercícios tem uma ação antiqueda, pois também melhora a postura e o equilíbrio. Algumas práticas têm vocação especial para isso, como pilates, ioga e tai chi chuan.
Sabemos que, nestes tempos, tem sido mais difícil se manter ativo em casa e o isolamento social deve continuar até ser seguro o suficiente para retomar as caminhadas em grupo e as atividades nas academias voltadas a idosos. Aí entra a importância da conscientização e do suporte de toda a família e dos cuidadores.
Hoje é possível encontrar aplicativos de celular com sugestões de exercícios adequados para a melhor idade. Mesmo nas redes sociais, gratuitamente, é possível assistir a vários professores e escolas dando aulas e dicas (no Youtube e no Instagram, principalmente).
O que vimos no dia a dia do consultório e dos pronto-atendimentos foi o aumento significativo de idosos vindo com algum osso quebrado. Sobretudo quadril e fêmur, devido à osteoporose que acompanha principalmente as mulheres. Devemos ter em mente que é comum uma queda no idoso provocar fraturas. Às vezes nem se percebe que algo quebrou, mas a dor que perdura mais tempo após uma queda, mesmo aquele desequilíbrio que nem chegou a levar a pessoa ao chão, deve ser investigada.
A osteoporose é, em grande parte, responsável por tantas fraturas. Uma projeção para 2020 prevê 140 mil fraturas de quadril no Brasil. Em outro estudo, de São Paulo, usando os critérios de diagnóstico da OMS, 33% das mulheres na menopausa apresentavam osteoporose na coluna lombar ou no fêmur.
O exercício físico, principalmente os de fortalecimento, como musculação, pilates e ginástica funcional, colaboram muito para evitar a progressão dessa condição. Além da reposição do cálcio, alimentação equilibrada, banhos de sol e algumas medicações em casos específicos.
Precisamos barrar essa progressão no número de quedas e fraturas que a pandemia só fará aumentar. Um idoso acamado é com certeza um idoso em risco de desenvolver outras doenças que podem levá-lo à morte. Proteger os mais velhos nessa pandemia não se resume a ampará-los em casa e abastecê-los de álcool em gel. Devemos mantê-los ativos e se exercitando.
- Texto de Marco Aurélio Silvério Neves, ortopedista e especialista em patologia do quadril e artroplastias do Hospital Moriah, em São Paulo, publicado em 04 de novembro de 2020 no Blog "Com a Palavra", do portal Veja Saúde. Para conferir o conteúdo na íntegra, acesse: https://saude.abril.com.br/blog/com-a-palavra/na-pandemia-mexa-se-para-evitar-quedas-e-fraturas/
Sarcopenia - questão de força
A sarcopenia costuma estar associada ao envelhecimento, mas também pode se manifestar em decorrência de outros fatores, como o sedentarismo e a má alimentação.
O ortopedista do Hospital Moriah, Dr. Jader Junqueira, conversou sobre o assunto com a reportagem do Guia da Farmácia.
A matéria foi publicada na edição de outubro de 2020. Confira!





