Enxaqueca não tem cura, mas pode ser tratada

Enxaqueca não tem cura, mas pode ser tratada

Cerca de 140 milhões de brasileiros sofrem de dor de cabeça. A maioria é vítima da chamada cefaleia tensional, uma pressão moderada na cabeça. Já no segundo lugar vem a enxaqueca, que atinge mais de 30 milhões de pessoas em nosso país. O programa Hoje em Dia (Record TV) convidou o neurologista Dr. Eduardo para falar sobre as diferenças entre a cefaleia e a enxaqueca e os principais tratamentos. Confira!

https://youtu.be/bk_b86gIwxg


Café reduz riscos de doenças no coração, diz pesquisa

Café reduz riscos de doenças no coração, diz pesquisa

Uma ótima notícia para os amantes do café. Uma recente pesquisa europeia constatou que essa bebida que figura entre as mais consumidas do mundo é capaz de limpar e proteger as artérias, reduzindo os riscos de doenças cardiovasculares. Há quem diga que o café é uma espécie de farmácia quando o assunto é preservar o coração e o cardiologista Dr. Marcelo Sampaio falou sobre os benefícios da bebida ao programa Hoje em Dia (Record TV). Veja!

https://youtu.be/vPatn-xpLhg


Aumento dos casos de câncer de intestino entre jovens chama a atenção

Aumento dos casos de câncer de intestino entre jovens chama a atenção

O aumento do número de casos de câncer de intestino entre os jovens começou a chamar a atenção depois que pessoas famosas anunciaram estar com a doença. Emílio Surita, Preta Gil e Simony têm divulgado as fases do tratamento nas redes sociais e o programa Fala Brasil (Record TV) convidou o cirurgião do aparelho digestivo do Hospital Moriah, Dr. Wagner Marcondes, para falar sobre o assunto. Confira!

https://youtu.be/xTSI8deoIQo


Autocuidado na gôndola - medicamentos

Autocuidado na gôndola

Os medicamentos isentos de prescrição facilitam o acesso do paciente a medicações com baixo potencial de risco, mas é preciso saber a indicação correta para evitar possíveis problemas

Após sua aprovação no mercado, os Medicamentos Isentos de Prescrição (MIPs) facilitaram o acesso dos pacientes nas farmácias a medicações consideradas “comuns”. “Apesar de apresentarem baixo potencial de risco em situações de mau uso ou abuso, não são isentos de efeitos colaterais ou interações medicamentosas, portanto, seu uso deve ser racional e utilizado por curto período de tempo”, comenta o otorrino do Hospital Moriah, Dr. Marcílio Togni. Acompanhe, a seguir, algumas possibilidades de tratamento.

Assadura

Esse problema é decorrente de inflamação cutânea causada pelo contato da pele com fezes e urina, muito frequente em crianças pequenas e idosos que já apresentam incontinência ou, também, em decorrência de uma higienização inadequada.

Segundo a farmacêutica responsável pela Farmácia Universitária da Faculdade de Farmácia da Universidade de São Paulo (USP), Maria Aparecida Nicoletti, alguns exemplos de MIPs que podem ser utilizados nesses quadros são: dexapantenol (provitamina B5); óleo de fígado de bacalhau; óleo de amêndoas; retinol (vitamina A); colecalciferol (vitamina D); óxido de zinco; nistatina; cloridrato de difenidramina; calamina; e cânfora.

Tosse

A tosse não é doença e, sim, um sintoma, que pode acometer pessoas em todas as idades e reduzir, sensivelmente, a qualidade de vida dos acometidos. “Constitui-se em sintoma de uma grande variedade de patologias, pulmonares e extrapulmonares e, por esta razão, é muito comum e é uma das maiores causas de procura por atendimento. A tosse produz um impacto social negativo, intolerância no trabalho e familiar, incontinência urinária, prejuízo do sono, absenteísmo ao trabalho e à escola, além de outras situações com o comprometimento de qualidade de vida”, explica Maria Aparecida.

Para que se tenha tratamento adequado, antes de tudo, é preciso identificar qual o tipo da tosse: seca ou produtiva. “A presença do muco ou catarro é o que diferencia uma da outra. Na tosse produtiva, elimina-se catarro e o problema está, de modo geral, associado a um processo de infecção. Já a tosse seca é um tipo associado à irritação e poder ser causada, entre outros, pelo uso de cigarro, poluição, viroses ou refluxos gastresofágicos e outras origens”, diz.

Uma orientação importante para o tratamento de tosse é a ingestão de água, que favorece a hidratação do muco e, como consequência, a eliminação será mais rápida. “É necessário, também, avaliar a origem da tosse porque poderá estar relacionada a enfermidades diferentes, como, por exemplo, de origem alérgica e de sinusite”, orienta.
Segundo ela, entre os MIPs utilizados para o tratamento da tosse estão: guaifenisina; guaco; ambroxol; fendizoato de cloperastina; bromidrato de dextrometornano; acetilcisteina; e cloridrato de bromexina.

Dor de garganta

É o principal sintoma das inflamações da faringe e das amígdalas, comum em diversas infecções, como gripes e resfriados, além de alergias. Desaparece em poucos dias, salvo em caso de infecção bacteriana.
“Portanto, é preciso ficar atento à causa, duração e intensidade da condição, assim como a outros possíveis sintomas, para se ter certeza de que não se trata de algo mais grave. Embora seja um sintoma comum e que costuma passar rapidamente, a dor de garganta deve ser investigada cuidadosamente quando é persistente ou recorrente, para a determinação da causa”, comenta Maria Aparecida.

Os medicamentos usados para tratar o quadro dependem da origem da infecção e da gravidade. “Quando não há agravamento, xaropes com mel, guaco, própolis, cloridrato de benzidamina, cloridrato de difenidramina, ibuprofeno, além de gargarejos e pastilhas com antissépticos e anestésicos locais poderão aliviar os sintomas”, enumera.

Hemorroidas

A doença hemorroidária acontece quando as hemorroidas – que são veias do canal anal – por algum motivo ficam inflamadas e se apresentam inchadas e dolorosas. “A incidência de doença hemorroidária é difícil de ser definida, devido a muitas vezes não haver a procura ao serviço de saúde. Contudo, alguns estudos estimam números ao redor de 27%. Ocorre mais comumente na idade adulta entre os 30 aos 65 anos”, explica o cirurgião do aparelho digestivo do Hospital Moriah, Dr. Flávio Kawamoto.

Segundo ele, as suas causas são: diarreia ou obstipação crônica; necessidade de muita força ao evacuar; obesidade; tabagismo; gravidez; tosse crônica; ou dieta com pouca fibra.

“O tratamento inicial se faz com cuidados locais, como evitar limpeza com papéis abrasivos e mudanças na alimentação, com adição de fibras. O tratamento medicamentoso pode ser, inicialmente, realizado com MIPs. Para o controle da dor, analgésicos e anti-inflamatórios, como dipirona; paracetamol; Ácido Acetilsalicílico (AAS); cetroprofeno; ibuprofeno; e naproxeno. Já para controle local e redução do edema, antivaricosos, como diosmina e hesperidina. Podem-se usar, ainda, pomadas com barreira e anestésico local”, diz.

O Dr. Kawamoto alerta para o fato de que os MIPs, como toda medicação, podem apresentar reações adversas com relação à dosagem e alergias ao princípio ativo. “Interações medicamentosas podem ocorrer, principalmente, com os analgésicos e anti-inflamatórios”, comenta.

Dor de cabeça

As cefaleias, ou dores de cabeça propriamente ditas, podem ser classificadas em primárias ou secundárias. “Nas cefaleias primárias, estão a cefaleia tensional, enxaqueca, cefaleia por abuso excessivo de medicamentos (que pode estar relacionada ao abuso no uso de analgésicos comuns), entre outras. Já nas cefaleias secundárias, os sintomas podem estar correlacionados com uma outra doença, como, por exemplo: infecções bacterianas e virais (resfriados, sinusites, meningites, encefalites), fibromialgia, aneurismas, tumores cerebrais, entre outras”, esclarece o otorrinolaringologista do Hospital Moriah, Dr. Marcílio Togni.

Segundo ele, essas dores são comumente tratadas com MIPs, para alívio dos sintomas. “Sem sombra de dúvidas, os MIPs mais comuns utilizados para essa finalidade são os analgésicos, como a dipirona e o paracetamol; e anti-inflamatórios, como o ibuprofeno, naproxeno, nimesulida, entre outros. De uma maneira geral, começamos sentir seu efeito em, aproximadamente, 30 minutos após a ingestão. Quando percebemos que não foi solucionado o problema, ou que precisamos de doses excessivas para alcançar o resultado desejado, o médico deve ser consultado”, orienta.

Febre

Considera-se um quadro de febre quando a temperatura corporal fica acima de 37,8ºC. “Ela é uma resposta biológica complexa e é um sinal de que está acontecendo algo no organismo. Existe uma variedade muito grande de agentes internos e externos que podem estar envolvidos no quadro, como infecções (principalmente as virais e bacterianas); insolação; desidratação; reação adversa a alguns medicamentos; condições inflamatórias; entre outros”, explica o Dr. Togni, acrescentando que a febre pode ser tratada com MIPs para alívio dos sintomas. “Neste caso, devemos lembrar dos antitérmicos, principalmente a dipirona e o paracetamol, que começam a fazer efeito em, aproximadamente, 30 minutos após ingeri-los. Importante ressaltar que, caso não haja melhora clínica, ou se o paciente piorar, é de extrema importância a avaliação de um médico para elucidação diagnóstica e tratamento correto”, diz.

Congestão nasal

A obstrução nasal ocorre por diversos motivos, como resfriados, sinusites, rinites, tumores ou até mesmo por alterações anatômicas, como é o caso do desvio de septo nasal e aumento das conchas nasais.
“Os descongestionantes nasais são medicações vendidas sem necessidade de prescrição médica e me arrisco em dizer que, dentro desta categoria, são os que apresentam maior potencial de efeitos adversos.

Existem os descongestionantes utilizados por via oral, geralmente comercializados como antigripal, e os de uso tópico ou gotas nasais. Estes últimos apresentam efeitos imediatos após a administração e talvez por esse motivo que seu uso indiscriminado seja tão frequente”, alerta o Dr. Togni.

Segundo ele, a nafazolina ou a oximetazolina são gotas de uso tópico que por trás desse “efeito milagroso” causam uma série de possíveis consequências, como: dependência em que muitas vezes são necessárias doses maiores e em menor intervalo de tempo para o efeito desejado, náuseas, ressecamento da mucosa nasal, dor de cabeça e até mesmo hipertensão arterial sistêmica e arritmias cardíacas.
“Portanto, pacientes com múltiplas comorbidades e, principalmente, os portadores de doenças cardíacas devem redobrar a atenção quanto ao uso dessas medicações”, diz.

Acidez estomacal

As dores do estômago podem ter múltiplas causas. O estresse, determinados alimentos, alterações hormonais até mesmo do próprio estômago podem ser causa de aumento da acidez. De acordo com o coloproctologista do Hospital Albert Sabin, Dr. Alexandre Ferrari Amaral, MIPs como os inibidores das bombas de próton são comumente indicados para o tratamento da acidez estomacal. “Eles começam a agir a partir de 14 dias e têm interações com alguns antibióticos, imunossupressores e anticoagulantes”, adverte.

Azia

A azia pode ter múltiplas causas. Refeições com alimentos ácidos ou gordurosos, aumento da acidez gástrica, refluxo gastroesofágico e infecção por H. pylori tendem a ser as mais comuns e seu tratamento geralmente envolve mudanças de comportamento, alimentação e atividades físicas. Alguns medicamentos também podem ser usados para amenizar o quadro.

“Além dos inibidores de bomba de prótons, podem ser usadas medicações que estimulam a motilidade gástrica bloqueando os canais de dopamina no Sistema Nervoso Central (SNC) e no trato gastrointestinal. Eles tendem a agir em minutos a horas e podem interagir com outras medicações que agem no SNC”, destaca o Dr. Amaral.

Prisão de ventre

A prisão de ventre também é uma condição multifatorial, que envolve alimentação, atividade física e bem-estar mental. A principal causa é uma dieta pobre em fibras e baixa ingestão de água.
“O paciente pode ter a percepção de ter vontade de evacuar e não conseguir, fazer muita força ao evacuar, fezes endurecidas, entre outros. Nesses casos, é sempre importante buscar o médico para a investigação e seguimento”, comenta o Dr. Amaral.

Segundo ele, em quadros de prisão de ventre, os MIPs mais utilizados são as fibras complementares que devem ser tomadas junto com bastante água. “Essas são medicações que agem formando o bolo fecal e não têm alterações sistêmicas, então quase não existem interações medicamentosas, sendo bastante seguros. Tendem a agir dentro dos primeiros dias de uso”, esclarece.

Reportagem publicada na Revista Especial MIPs - parte integrante do Guia da Farmácia, edição n.º 367 de junho de 2023.
Para ler o conteúdo na íntegra, clique aqui.


doenças autoimunes

Perigo: autoataque!

Por que o corpo age contra si mesmo, causando doenças autoimunes?

Lúpus, diabetes tipo 1, artrite reumatoide, esclerose múltipla... Você com certeza já ouviu algum desses nomes. Nos últimos anos, diversas celebridades têm falado sobre seus problemas de saúde, jogando mais luz ao tema.

Basta pensar em Selena Gomez e toda a história da cantora com o lúpus, além de Selma Blair, que lançou um documentário sobre esclerose múltipla. Exemplos não faltam.
O que muitos talvez não saibam é que essas condições têm algo em comum: elas são consideradas doenças autoimunes. De forma resumida, isso significa que elas ocorrem pois o organismo ataca o próprio corpo, gerando danos e causando um problema de saúde.

No diabetes tipo 1, por exemplo, quem sofre a "agressão" é o pâncreas. Já no lúpus ela acontece de forma sistêmica, em diversas regiões do corpo.

Os médicos ainda não sabem exatamente o que faz com que esse corpo vire o próprio inimigo, apenas que há diversos fatores envolvidos nisso. O mais importante é a predisposição genética, além da influência do meio ambiente, hormônios e até hábitos de vida.

A seguir, VivaBem explica o que pode ser feito para restabelecer a harmonia no organismo e lidar com algumas das mais de 80 doenças autoimunes já descobertas.

Conheça algumas doenças autoimunes

Lúpus: De origem desconhecida, causa inflamação nas articulações (juntas), na pele e em outros órgãos. A pessoa apresenta sinais como sensibilidade à luz solar, manchas na pele e dores articulares.

Diabetes tipo 1: Neste caso, o sistema imunológico ataca as células beta, no pâncreas, responsáveis pela produção de insulina. Ter um familiar próximo com a doença aumenta o risco de desenvolver a condição.

Artrite reumatoide: Doença crônica que causa dor, inchaço e inflamação nas juntas. As articulações mais afetadas são as das mãos, dos pés e dos punhos.

Tireoidite de Hashimoto: O organismo fabrica anticorpos contra as células da tireoide. O ataque destrói a glândula ou reduz sua atividade, o que pode levar ao hipotireoidismo (produção hormonal insuficiente).

Esclerose múltipla: Doença inflamatória e progressiva, ela afeta o cérebro e a medula. Os sintomas variam e os mais comuns são problemas na visão e nos movimentos do corpo e desequilíbrio.

Vitiligo: Trata-se de um distúrbio dermatológico crônico (para a vida toda) que leva à despigmentação, ou seja, a perda da cor natural da pele.

Doença de Crohn: Problema que causa inflamação gastrointestinal e afeta principalmente o intestino delgado e o grosso. Normalmente, os primeiros sintomas são dores abdominais e diarreia.

Doença celíaca: Ocorre quando o corpo vê o glúten como ameaça e começa a atacá-lo. O intestino fica inflamado na presença dessa proteína encontrada em alimentos como trigo, cevada, centeio e aveia, e não consegue absorver os nutrientes.

Psoríase: Problema que leva ao aparecimento de placas avermelhadas (ou rosas) proeminentes, com escamas esbranquiçadas ou prateadas. Essas placas se formam a partir do crescimento anormal de células da pele.

Doença de Graves: Condição caracterizada pela produção de anticorpos que atacam a tireoide, podendo resultar no hipertireoidismo (hiperatividade da tireoide).

Por que mulheres são as mais afetadas?

• No caso do lúpus, as mulheres representam 90% dos casos. No entanto, os homens podem manifestar formas mais graves da doença.
• Aliás, nas mulheres, o lúpus é mais frequente na idade reprodutiva --assim como acontece com a artrite reumatoide.
• Um outro exemplo é a esclerose múltipla: distúrbio mais frequente em mulheres na idade reprodutiva.

Por que isso acontece?

Não há uma conclusão, mas alguns médicos explicam que existe uma relação entre o estrogênio, hormônio feminino, e o desenvolvimento de doenças autoimunes —como um estudo da Science Signaling já mostrou em 2018.

Um outro artigo do Frontiers, de 2019, apontou que as variações hormonais das mulheres aumentariam os riscos de ter a doença, entre outros fatores.
Mas, segundo Marco Antônio Araújo da Rocha Loures, reumatologista e presidente da SBR (Sociedade Brasileira de Reumatologia), essa relação do estrogênio com as doenças autoimunes é apenas uma teoria. "Não é nada categórico", afirmou.

Principais causas das doenças autoimunes

Predisposição genética: Especialistas afirmam que as doenças autoimunes sempre possuem uma origem genética.

Fatores ambientais: Aqui entram exposição à luz solar, à poluição do ar, entre outros.

Estilo de vida: Envolvem hábitos que não são saudáveis, como sedentarismo, tabagismo e má alimentação (que leva ao excesso de peso).

Hormônios e infecções prévias: Como explicamos, doenças autoimunes podem estar relacionadas ao estrogênio. Além disso, infecções por alguns vírus (inclusive o da gripe) podem ser "gatilho" para certas doenças.

Sintomas variam muito e dependem da doença

Articulações: Dor nas pequenas articulações, como as das mãos, dos punhos e dos dedos dos pés; e inchaço, rigidez e calor nas juntas.

Pele: Lesões escuras ou avermelhadas; manchas brancas (vitiligo); e lesões que pioram com o sol.

Gastrointestinais: Diarreia frequente; mudanças no hábito intestinal; emagrecimento; e perda de apetite.

Sistema endócrino: Taquicardia; sudorese; cansaço; tremor; e emagrecimento.

Sistema nervoso central: Perda da visão (às vezes, só de um lado); visão dupla; tontura ou perda de equilíbrio; fraqueza; tremor; cansaço; e perda de sensibilidade.

Gerais: Febre; fadiga; queda de cabelo; e linfonodos aumentados.

Estresse e traumas podem ter relação com doenças autoimunes?

Estudos ainda tentam entender qual a ligação entre as duas coisas.

• Um deles, publicado no Jama, em 2018, analisou mais de 100 mil pessoas da Suécia, diagnosticadas com transtornos relacionados ao estresse, e compararam a tendência em desenvolver doenças autoimunes pelo menos um ano depois.
• No resultado, os pesquisadores concluíram que pessoas que conviviam com transtorno têm um risco maior de ter uma doença autoimune em relação ao grupo controle.
• Além disso, o estudo descobriu que essas pessoas eram mais propensas a desenvolver múltiplas doenças autoimunes --e não só uma.
• Outra pesquisa, realizada em camundongos, relacionou o trauma de infância com a esclerose múltipla. Publicado na Nature, o estudo mostrou que os animais que experimentaram estresse quando jovens eram mais propensos a desenvolver o distúrbio autoimune e menos propensos a responder a um tratamento comum.

Conclusão: o que os médicos consultados por VivaBem explicam é que a pessoa pode ter uma predisposição genética para a doença, além de outros fatores externos envolvidos (tabagismo, por exemplo), e o estresse ou trauma entrariam como um grande gatilho para a doença se desenvolver.

Diagnóstico pode ser diferente para cada doença

Lúpus: É observado o histórico clínico do paciente, além de análise de sintomas; hemograma completo; exames de anticorpos (teste de anticorpos antinucleares); exame de urina; radiografia do tórax; e biópsia renal.

Artrite reumatoide: Análise clínica dos sintomas; pesquisa de autoanticorpos (fator reumatoide e anticorpos contra peptídeos citrulinados); exames de imagem (radiografia, ultrassonografia, ressonância magnética); testes para avaliar proteínas no sangue; hemograma; e sorologias virais (para descartar outros quadros infecciosos).

Diabetes tipo 1: Análise do quadro clínico; dosagem do nível de glicose no sangue (glicemia); hemoglobina glicada (HbA1c); e teste oral de tolerância à glicose (curva glicêmica).

Tireoidite de Hashimoto: Análise de sintomas; exames de sangue que avaliam a dosagem dos hormônios tireoidianos; e ultrassom da tireoide.

Esclerose múltipla: Exame físico para analisar sintomas (alterações de reflexo, força, sensibilidade); exames de sangue; ressonância magnética; e punção lombar (dependendo do caso).

Doença celíaca: Análise de quadro clínico; endoscopia com biópsia (se necessário); e exames de sangue.

Covid aumenta risco de doenças autoimunes?

Infecções virais (como a gripe) podem ser gatilhos para o problema —e com o coronavírus não foi diferente.

Um estudo recente, publicado no periódico The Lancet, analisou a relação entre a covid-19 e as doenças autoimunes. Os pesquisadores analisaram mais de 800 mil casos de pessoas com covid em comparação ao grupo controle (mais de 2 milhões de pessoas sem covid).

O grupo que tratou covid teve risco aumentado para: artrite reumatoide, espondilite anquilosante, lúpus eritematoso sistêmico, esclerose sistêmica, vasculite, psoríase, doença inflamatória intestinal, doença celíaca, diabetes tipo 1, entre outras.

A inflamação causada pela covid faz com que o sistema imunológico crie anticorpos para combatê-la. Mas as células podem se confundir com partes saudáveis do próprio corpo.

De acordo com o imunologista Filipe Sarinho, basta imaginar que uma proteína do vírus tenha uma estrutura parecida com uma proteína do nosso corpo.

"A gente vai formar um anticorpo para combater o vírus, mas como se parece com o nosso corpo, pode haver uma reação cruzada. E aí esse anticorpo que deveria atacar e destruir somente o vírus, sem querer, pode se ligar a alguma proteína do nosso corpo e causar danos em nós mesmos", explica.

“Pacientes com doenças autoimunes precisam ter um bom vínculo com o médico, pois são condições que necessitam de acompanhamento contínuo. Se tudo ocorrer de forma adequada, com controle, é possível chegar na remissão e, às vezes, dependendo da doença, ficar sem medicação.”

Henrique Dalmolin, reumatologista do Hospital Moriah (SP)

Existe cura para um corpo que se ataca?

Não. Mas isso não significa que a pessoa está condenada pelo resto da vida. Com o tempo e, principalmente, avanços na medicina, é possível ter qualidade de vida.
Na maioria das doenças, pode ser necessário o uso de imunossupressores —como os corticoides—, que inibem a ação do sistema imunológico. O medicamento ajuda a equilibrar esse corpo que se enxerga como uma ameaça.

Há outra classe de remédio, a dos imunobiológicos, que pode ser útil no tratamento. Diferentemente dos corticoides, esses fármacos atuam de maneira mais localizada: na exata região em que o corpo está sendo atacado —essa é uma das vantagens.

No entanto, não são todos os pacientes que farão uso da medicação: depende muito da doença e de sua severidade. Mais modernos e caros, eles não causam tantos efeitos colaterais no corpo, como pode acontecer com os imunossupressores.

No caso do diabetes tipo 1 e das doenças da tireoide, não há necessidade de utilizar esses tipos de remédios. Nessa situação, o paciente faz uso de insulina e de hormônios, respectivamente.
"Na maioria das cidades, os pacientes encontram tratamento gratuito. É possível, inclusive, achar bons especialistas. Há alguns medicamentos, como os imunobiológicos, que o SUS cobre e oferece à população", diz Filipe Sarinho, imunologista e alergologista do Real Hospital Português, no Recife.

Reportagem especial de Luiza Vidal publicada no Portal UOL – Viva Bem em 21 de junho de 2023. O conteúdo na íntegra está disponível em: https://www.uol.com.br/vivabem/reportagens-especiais/doencas-autoimunes/


Mobilidade e a liberdade de movimentos

Mobilidade e a liberdade de movimentos

Avanços na medicina garantem técnicas e próteses cada vez mais modernas e seguras, que transformam a qualidade de vida de pacientes

Qualidade de vida e movimento são coisas que andam lado a lado. Ao mesmo tempo que há um aumento da expectativa de vida da população, e consequentemente se discutem questões relativas ao envelhecimento saudável, a medicina avança e inovações tecnológicas vêm possibilitando um cotidiano sem dor e cheio de mobilidade. E as próteses podem ser aliadas nesse sentido.

“É comum que as pessoas imaginem que ter uma prótese é sinal de limitação para o resto da vida, quando é justamente o contrário: pessoas com muita limitação recebem uma prótese para recuperar sua qualidade de vida”, explica o médico Marco Aurélio Silvério Neves, especialista em quadril.

Estima-se que 30 milhões de brasileiros sofram com artrose, doença caracterizada pela degeneração das cartilagens, acompanhada de alterações das estruturas ósseas vizinhas. E muitos desses brasileiros podem vir a precisar de prótese, mas não só eles.

“O mais comum é isso acontecer em pessoas mais idosas pelo processo degenerativo natural, mas o desgaste pode acontecer em qualquer idade devido a outras causas como sequela de acidentes ou fraturas, doenças reumatológicas, problemas na infância”, como explica Neves.

E quando a dor se transforma em um fator de limitação, a solução pode ser a colocação de prótese. As mais populares são as de joelho, quadril e ombro. E elas podem ser produzidas com titânio, plásticos de alta performance e/ou porcelana e se adaptam perfeitamente à anatomia do paciente.

“Atualmente algumas próteses evoluíram muito com uma engenharia sem igual, potencializando os resultados funcionais. O planejamento em 3 dimensões, uso de holografia e da robótica são outros pontos importantes na melhora dos resultados e na precisão dos procedimentos”, explica o médico José Carlos Garcia Jr., especialista em ombro.

Os especialistas do Hospital Moriah garantem que as próteses são eficazes, duráveis e os avanços da medicina tornam os procedimentos seguros. “Há ainda medo [dos pacientes] quanto ao resultado e complicações. Entretanto, nossa estatística quanto a complicações é praticamente nula devido à escolha adequada do implante, planejamento em 3D, rígidos protocolos de esterilização e equipes cirúrgica, anestésica e de reabilitação altamente treinadas”, diz Garcia Jr.

“Muitos escutam que a durabilidade [da prótese] é limitada a 10 anos, de forma semelhante a uma bateria ou um pneu que gasta com o uso. Na realidade, com o desenvolvimento das próteses, e isso é comprovado por estudos, em modelos mais modernos, a probabilidade de duração de mais de 20 anos é maior que 90-95%”, explica Marco Kawamura Demange, especialista em joelho.

Muitos atletas de alto rendimento podem vir a precisar de próteses. A bicampeã olímpica de vôlei Paula Pequeno é um deles. Ela precisou colocar uma prótese no quadril e passou por cirurgia com a equipe do Hospital Moriah. “Me recuperei muito rápido. Saí andando no mesmo dia. Saí milagrosamente já sem dor do hospital e dois meses depois eu estava praticamente apta a tudo. Eu já estava jogando vôlei na praia, já estava jogando beach tennis, fazendo academia faz tempo”, conta ela.

Mobilidade e a liberdade de movimentos
A bicampeã olímpica de vôlei Paula Pequeno (direita) precisou colocar uma prótese no quadril Foto: Acervo pessoal

“[As próteses] Permitem caminhar livremente, fazer exercícios na academia, nadar, brincar com netos, devolvendo liberdade e autonomia aos pacientes. A mobilidade é um dos pilares da autonomia e da liberdade para as pessoas e, desta forma, influencia demais na qualidade de vida”, diz Demange.

E é com o objetivo de disseminar esse conhecimento e romper preconceitos ou mitos sobre próteses que o Hospital Moriah está lançando o Instituto da Mobilidade. O instituto reúne equipes altamente especializadas – no Brasil e fora – em cirurgias de substituição de articulações de joelho, ombro e quadril. Com isso, o Hospital Moriah oferece aos pacientes o que há de mais moderno em termos de mobilidade humana, reunindo tecnologia, conhecimento e um olhar individualizado e humanizado.

“Nossa expectativa é de que as pessoas tenham a preocupação de falar com seus médicos sobre a janela de oportunidade da substituição de uma articulação por uma prótese. Bem como desejamos sensibilizar os médicos para serem diretos com seus pacientes em relação a casos cujo desfecho final seja uma cirurgia protetizadora, aproveitando para não alimentar preconceitos contra o método”, explica o médico Paulo Muzy.

Reportagem produzida pelo Estadão Blue Estúdio, publicada em 06 de junho de 2023. Para verificar o conteúdo na íntegra, acesse: https://www.estadao.com.br/saude/mobilidade-e-a-liberdade-de-movimentos/


Novo instituto do Hospital Moriah reúne os maiores especialistas em cirurgias nas articulações

Novo instituto do Hospital Moriah reúne os maiores especialistas em cirurgias nas articulações

Dados do Ministério da Saúde mostram que mais de 30 milhões de brasileiros sofrem de artrose. Uma doença que provoca a degeneração de cartilagens e compromete estruturas ósseas do corpo. Em São Paulo, o recém inaugurado Instituto da Mobilidade do Hospital Moriah reúne os maiores especialistas do país em cirurgias nas articulações.

https://www.youtube.com/watch?v=7vFzw5Opg_I


Moriah lança Instituto focado no tratamento das lesões ortopédicas

Moriah lança Instituto focado no tratamento das lesões ortopédicas

Envelhecimento, desgaste fora do comum ou acidentes. Os nossos ossos e articulações podem sofrer de diversas maneiras. E a medicina trava uma batalha para conseguir recuperar essas áreas. Em São Paulo, o recém-inaugurado Instituto da Mobilidade do Hospital Moriah reúne os maiores especialistas do país em cirurgias ortopédicas. Um centro de excelência, com tecnologia de ponta, para realizar procedimentos seguros e precisos.

https://www.youtube.com/watch?v=kjaHGnP7MuA

 


Lançamento do Instituto da Mobilidade

Conheça o Instituto da Mobilidade, focado no tratamento de lesões ortopédicas

No dia 02 de junho, o Hospital Moriah lançou o novo Instituto da Mobilidade. Com foco no tratamento das articulações de joelhos, quadris e ombros, o serviço conta com a excelência de um corpo clínico formado por ortopedistas referências em suas áreas de atuação: Dr. Marco Demange (joelho), Dr. Marco Aurélio Silvério Neves (quadril), Dr. José Carlos Garcia Jr. (ombro) e Dr. Paulo Muzy (ombro).

Além das apresentações deste time, o evento de lançamento também contou com a participação de Paula Pequeno (atleta bi-campeã olímpica do vôlei), Lucas Lucco (cantor) e Fabrício Pacholok (treinador, bodybuilder e influenciador), todos pacientes do Instituto. O jornalista Eduardo Ribeiro, da Record TV, também marcou presença mediando um bate-papo entre os ortopedistas.

Confira algumas fotos do lançamento na galeria abaixo e veja a transmissão, na íntegra!


Instituto da Mobilidade - Sua vida em movimento

A mudança na vida de pessoas que trocaram as dores por próteses articulares

As dores articulares são uma das principais causas que afetam a qualidade de vida das pessoas após os 60 anos, principalmente devido a artrose – uma doença das articulações que se caracteriza por degeneração das cartilagens, acompanhada de alterações das estruturas ósseas vizinhas.

80 a 90% das pessoas após os 40 anos já mostram sinais de osteoartrite (ou artrose), mas os sintomas de dor e limitação de movimentos começam mesmo com a idade. Com o aumento da expectativa de vida no país, esse avanço da artrose parece não apresentar um bom quadro para o futuro da sociedade.

Hoje, de acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 30 milhões de brasileiros sofrem de artrose e a tendência é que esse número aumente na medida que a população vive mais. Mas não é só a população sênior que vai sofrer. O desgaste de articulações pode estar ligado à vários fatores, outras doenças, estilo de vida e traumas.

Atletas podem ter problemas articulares graves devido ao stress que impõem aos seus corpos. Acidentes e fraturas, mesmo na infância, podem levar a um desgaste precoce e condições como a diabetes e a obesidade, o mesmo.

E, nos casos extremos, onde a dor limita a vida do indivíduo, independente de sua idade, a solução mais indicada é a troca da articulação prejudicada por uma prótese articular. As mais populares são as de joelho e quadril, mas todas as articulações afetadas podem ser substituídas por uma peça que emula os movimentos com perfeição, geralmente produzidas com titânio, plásticos de alta performance e/ou porcelana e que se adaptam perfeitamente à anatomia da pessoa.

Infelizmente, no Brasil, muitas pessoas estão perdendo dias de vida bem vividos por não conseguirem, ou não tomarem a decisão bem aconselhada, de se submeterem à uma cirurgia de implante de prótese articular. O SUS tem implantado 4 próteses de joelho por 100 mil habitantes e 8 próteses de quadril a cada 100 mil habitantes. Os números internacionais são, respectivamente de 142,8 por 100 mil e 191,8 por 100 mil.¹

A realidade, mesmo na medicina suplementar, é um pensamento antiquado de que a prótese não vai melhorar a vida do paciente, ou que a durabilidade será de poucos anos – pensamentos reforçados por históricos muito antigos, já que nos últimos 15 anos, a indústria médica revolucionou a história, com instrumentais customizados em impressoras 3D, softwares de alinhamento, próteses personalizadas e únicas até seu próprio robô cirúrgico – caso do ROSA.

A criação do Instituto da Mobilidade do Hospital Moriah se dá justamente para a mudança total desse paradigma, reunindo equipes altamente especializadas – no Brasil e fora – em cirurgias de substituição de articulações de joelho, ombro e quadril.

A intenção da reunião do grupo é oferecer, em um só lugar, o que há de mais moderno no mundo em termos de mobilidade humana, reunindo tecnologia, conhecimento e olhar individualizado – e, por que não, carinhoso – para o paciente.

O Instituto oferece equipes focadas nos mais diferentes tipos de lesões, tanto as causadas pela idade e degeneração natural, quanto os causado por esportes de alto impacto ou traumas.

As equipes que coordenam o Instituto da Mobilidade são:

Joelho

Dr. Marco Demange – graduado pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), possui mestrado em técnicas cirúrgicas minimamente invasivas, doutorado em técnicas de navegação cirúrgica computadorizadas e pós-doutorado nas Universidades de Harvard e Cornell (EUA). Atua também como professor no departamento de ortopedia e traumatologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP).

Quadril

Dr. Marco Aurélio Silvério Neves - possui graduação pela Universidade de São Paulo e estudou na Alemanha, França, Bélgica e Estados Unidos, locais em que ampliou a sua experiência com fraturas de alta complexidade e próteses.

Ombro

Dr. José Carlos Garcia Junior - graduação pela Universidade Federal de São Paulo, ampliou os seus estudos na Mayo Clinic e em Princeton (ambas nos EUA), concluiu seu mestrado na Universidade de Liverpool (Inglaterra), doutorado pela Universidade de São Paulo e é certificado em cirurgia robótica pela École Européenne de Chirurgie, de Paris. Também estudou robótica e microcirurgia (Fellow Research) no IRCAD da Universidade de Estrasburgo (França), onde participou de uma série de trabalhos sobre microcirurgia robô-assistida.

E Dr. Paulo Muzy - formado em medicina e especialista em ortopedia e traumatologia pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). É professor titular de ciências do exercício da Escola Paulista de Ciências Médicas, médico da IFBB (International Federation of Bodybuilding and Fitness) e, desde 2007, trabalha com desempenho esportivo.

¹ Márcio de Castro Ferreira et al. Artroplastia total de joelho e quadril: a preocupante realidade assistencial do Sistema Único de Saúde brasileiro. Revista Brasileira de Ortopedia, 2018.


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