Avanços na medicina garantem técnicas e próteses cada vez mais modernas e seguras, que transformam a qualidade de vida de pacientes

Qualidade de vida e movimento são coisas que andam lado a lado. Ao mesmo tempo que há um aumento da expectativa de vida da população, e consequentemente se discutem questões relativas ao envelhecimento saudável, a medicina avança e inovações tecnológicas vêm possibilitando um cotidiano sem dor e cheio de mobilidade. E as próteses podem ser aliadas nesse sentido.

“É comum que as pessoas imaginem que ter uma prótese é sinal de limitação para o resto da vida, quando é justamente o contrário: pessoas com muita limitação recebem uma prótese para recuperar sua qualidade de vida”, explica o médico Marco Aurélio Silvério Neves, especialista em quadril.

Estima-se que 30 milhões de brasileiros sofram com artrose, doença caracterizada pela degeneração das cartilagens, acompanhada de alterações das estruturas ósseas vizinhas. E muitos desses brasileiros podem vir a precisar de prótese, mas não só eles.

“O mais comum é isso acontecer em pessoas mais idosas pelo processo degenerativo natural, mas o desgaste pode acontecer em qualquer idade devido a outras causas como sequela de acidentes ou fraturas, doenças reumatológicas, problemas na infância”, como explica Neves.

E quando a dor se transforma em um fator de limitação, a solução pode ser a colocação de prótese. As mais populares são as de joelho, quadril e ombro. E elas podem ser produzidas com titânio, plásticos de alta performance e/ou porcelana e se adaptam perfeitamente à anatomia do paciente.

“Atualmente algumas próteses evoluíram muito com uma engenharia sem igual, potencializando os resultados funcionais. O planejamento em 3 dimensões, uso de holografia e da robótica são outros pontos importantes na melhora dos resultados e na precisão dos procedimentos”, explica o médico José Carlos Garcia Jr., especialista em ombro.

Os especialistas do Hospital Moriah garantem que as próteses são eficazes, duráveis e os avanços da medicina tornam os procedimentos seguros. “Há ainda medo [dos pacientes] quanto ao resultado e complicações. Entretanto, nossa estatística quanto a complicações é praticamente nula devido à escolha adequada do implante, planejamento em 3D, rígidos protocolos de esterilização e equipes cirúrgica, anestésica e de reabilitação altamente treinadas”, diz Garcia Jr.

“Muitos escutam que a durabilidade [da prótese] é limitada a 10 anos, de forma semelhante a uma bateria ou um pneu que gasta com o uso. Na realidade, com o desenvolvimento das próteses, e isso é comprovado por estudos, em modelos mais modernos, a probabilidade de duração de mais de 20 anos é maior que 90-95%”, explica Marco Kawamura Demange, especialista em joelho.

Muitos atletas de alto rendimento podem vir a precisar de próteses. A bicampeã olímpica de vôlei Paula Pequeno é um deles. Ela precisou colocar uma prótese no quadril e passou por cirurgia com a equipe do Hospital Moriah. “Me recuperei muito rápido. Saí andando no mesmo dia. Saí milagrosamente já sem dor do hospital e dois meses depois eu estava praticamente apta a tudo. Eu já estava jogando vôlei na praia, já estava jogando beach tennis, fazendo academia faz tempo”, conta ela.

Mobilidade e a liberdade de movimentos
A bicampeã olímpica de vôlei Paula Pequeno (direita) precisou colocar uma prótese no quadril Foto: Acervo pessoal

“[As próteses] Permitem caminhar livremente, fazer exercícios na academia, nadar, brincar com netos, devolvendo liberdade e autonomia aos pacientes. A mobilidade é um dos pilares da autonomia e da liberdade para as pessoas e, desta forma, influencia demais na qualidade de vida”, diz Demange.

E é com o objetivo de disseminar esse conhecimento e romper preconceitos ou mitos sobre próteses que o Hospital Moriah está lançando o Instituto da Mobilidade. O instituto reúne equipes altamente especializadas – no Brasil e fora – em cirurgias de substituição de articulações de joelho, ombro e quadril. Com isso, o Hospital Moriah oferece aos pacientes o que há de mais moderno em termos de mobilidade humana, reunindo tecnologia, conhecimento e um olhar individualizado e humanizado.

“Nossa expectativa é de que as pessoas tenham a preocupação de falar com seus médicos sobre a janela de oportunidade da substituição de uma articulação por uma prótese. Bem como desejamos sensibilizar os médicos para serem diretos com seus pacientes em relação a casos cujo desfecho final seja uma cirurgia protetizadora, aproveitando para não alimentar preconceitos contra o método”, explica o médico Paulo Muzy.

Reportagem produzida pelo Estadão Blue Estúdio, publicada em 06 de junho de 2023. Para verificar o conteúdo na íntegra, acesse: https://www.estadao.com.br/saude/mobilidade-e-a-liberdade-de-movimentos/


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