Mitos sobre câncer de mama

Mitos sobre câncer de mama que fazem de outubro um inferno em tons de rosa

São 31 dias de fitinha cor-de-rosa e ações de todo o tipo. O câncer de mama merece mesmo o estardalhaço. Afinal, é o que mais dizima a vida de mulheres no Brasil e no mundo, fazendo vítimas cada vez mais jovens por diversas razões. Mas o mês da prevenção também vira o inferno dos mastologistas. Não pelas filas para fazer mamografia, já que grande parte da mulherada se lembra que tem peito em outubro e corre atrás do exame. Quem dera fosse essa trabalheira o motivo.

O problema é outro: a quantidade de informação errada ou incompleta divulgada no período de quatro semanas. Daí todos saem apagando o fogo das ideias equivocadas antes que ele se alastre. Algumas delas são divulgadas por pessoas e até mesmo por empresas bem intencionadas que apoiam as mulheres. Mas, sabe como é, de boa intenção...

Vou direto ao que, penso, é o ponto principal: o bendito autoexame. Chega outubro e é um tal de ensinar o aperta-daqui-e-aperta-também-acolá, no banho, com as mamas ensaboadas para ficar mais fácil, sete dias depois de menstruar para as que ainda menstruam ou em um dia fixo do mês para as demais. Ok, está valendo. Pode fazer isso. Vá em frente. Os mastologistas aprovam o autoexame, mas deixam claro que ele só tem serventia para a mulher conhecer o corpinho que Deus lhe deu e começar a prestar atenção nas mamas doze meses por ano - elas merecem! O autoexame não serve para a detecção precoce do câncer de mama. E ponto.

E, em parte por isso, seis em cada 10 brasileiras só descobrem o tumor mamário quando ele já está avançado; Até mesmo o mais experiente dos médicos, ao palpar as mamas de uma paciente no consultório, não tem condições de notar um tumor recém-nascido. Fique claro: diagnóstico precoce é aquele que flagra lesões não palpáveis, ok?

Nesse mês em que o assunto será esse, só leve a sério quem lhe apontar o caminho certeiro da prevenção. Ele vai levá-lo ao mamógrafo. A mamografia é o exame que realmente faz esse serviço em prol da mulherada. E deve ser repetida todos os anos para aquelas que já passaram dos 40. Até essa idade, o médico pode pedir um ultrassom ou até mesmo uma ressonância, conforme cada caso. Mas, ainda assim, a bendita mamografia que nos salva sempre pode ser solicitada antes dos 40 se, por exemplo, alguém mais jovem tiver casos de câncer de mama ou de ovários na família ou apresentar qualquer sinal suspeito.

Quando a gente fala em suspeita, as campanhas não valorizam tanto todos os sinais em que devemos prestar atenção. Aviso: nem sempre esse angu tem caroço. Digo, que a gente note. Assim como, se acharem um, nem sempre um caroço é um câncer - calma, respire. Sentiu alguma coisa estranha? Corra ao mastologista, menina, corra. E tire logo a dúvida da frente.

O mesmo vale se perceber uma região da mama bem mais endurecida do que outra. Atenção: beeeem mais. Alguma diferença de textura sempre existe mesmo, porque as glândulas mamárias são mais firmes do que a gordura fofa que as rodeiam.

Mas também não se esqueça que uma vermelhidão esquisita, uma coceira sem fim, uma pele do seio que se torna áspera e com aspecto de casca de laranja ou, ainda, que ficou mais escurecida. Mudanças assim deveriam acender o sinal amarelo. Porque um tumor avançadinho pode invadir o tecido cutâneo e, aí, como isso não é tão alardeado (até é, mas a gente só da bola para o tal caroço), perde-se tempo passando hidratante e tomando remédio para alergia.

Líquido que goteja do bico é outro sinal. Se é vermelho, pode ser câncer, assim como pode não ser. Transparente? Idem, às vezes é e às vezes não é. Se for muito escuro, esverdeado, você cairá para trás, certo? Mas aí não é câncer e, sim, outra sorte de encrenca. Benigna, adianto.

Ah, quando o câncer pega as fibras que sustentam o peito, elas podem se retrair. Então, tudo o que você verá é uma discreta covinha, como se a pele estivesse sendo puxada para dentro - opa, alerta máximo! Aproveito e agradeço: quem me explicou tintim por tintim dos sinais para que eu escrevesse estas linhas foi a mastologista Priscila Vilella, do Hospital Moriah, em São Paulo.

Também fala-se muito nas mamas e não aproveitam o mês pintado de rosa para falar dos ovários. Explico. Alguns genes alterados por trás do câncer de mama também desencadeiam o tumor de ovário. Então, se alguém de sua família sofreu da doença nos ovários - mãe, irmã, avós e tias tanto do lado materno quanto, atenção, do lado paterno -, você, mulher, tem mais risco de câncer tanto de mama quanto de ovário, entende? Parênteses: o tumor de útero não conta nessa história, mas, se querem minha opinião, deveria ser colocado no pacote rosa da prevenção, porque os números do país são de cair o queixo dos gringos (ou seja, vergonhosos perto do restante do planeta).

Voltando, já que comentava sobre os genes... Outro mito é o de que só as mulheres mais jovens com caso de câncer na famílai devem ficar atentas. Bobagem, 20% dos tumores apenas correspondem a essa herança de berço. A maioria dos casos tem a ver com o estilo de vida mesmo. Essa tecla deveria ser muito mais batida no mês que está entrando. Mas não, né? As pessoas pensam na prótese de silicone - que não causa câncer, nem atrapalha a mamografia -, falam do desodorante, têm medo de comer carne vermelha demais (não há provas contundentes sobre reacionando o churrasco com câncer), culpam tudo o que não tem culpa nesse cartório. Enquanto isso...

Aqueles pneuzinhos pelo corpo são esquecidos e eles são verdadeiras fabriquetas de hormônios. O problema é certos tumores de mama se alimentam justamente desses hormônios e crescem bonito quando há doses generosas oferecidas por nossas banhas - que, de quebra, distribuiem substâncias inflamatórias capazes de favorecer o crescimento do câncer, no sentido contrário ao da atividade física, capaz de combater essas inflamações pelo organismo e ajudar na manutenção de um peso saudável.

Portanto, seria um paraíso se, além de lembrar da mamografia, outubro fosse um mês de subir na balança, comer direito e fazer muita ginástica. Aliás, como não há mágica que desfaça a ameaça do câncer e da obesidade quando a folhinha virar para novembro, todo mês é mês. Assim como todo dia, mulheres, é rosa.

Texto publicado no Blog da Lúcia Helena em 27 de setembro de 2018.

Fonte: luciahelena.blogosfera.uol.com.br


Prevenção

Prevenção nunca é demais em qualquer idade

Começou o Outubro Rosa e todos os olhares são para a incidência cada vez maior de casos.

Entretanto essa alta incidência é um aumento de casos devido às várias mudanças ambientais e comportamentais das mulheres, ou estamos fazendo mais diagnósticos - e mais precoces, felizmente?

Ambas as respostas são corretas. Se por um lado todas as mulheres tiveram seus riscos aumentados, por menstruarem mais ao longo da vida e terem menos filhos, consequentemente amamentando menos, por outro lado, fatores ambientais como clima, alimentação, estresse e vida mais sedentária, contribuíram para o aumento de casos.

O câncer de mama ganhou vários aliados de peso como a disseminação da informação e todo o arsenal de medicamentos e tratamentos, mas ainda o grande "herói" é o diagnóstico precoce, possível com a mamografia.

Realizar anualmente a mamografia a partir dos 40 anos garantiu a milhões de mulheres um seguimento menos traumático e com mais chances de cura total.

Mas para a mastologista do Hospital Moriah, Priscila Vilella, é importante lembrar que bem antes dos 40, ao 20 e poucos anos, a mulher já precisa estar habituada às rotinas de saúde, conhecendo o seu corpo e fazendo o auto-exame, e pode-se sugerir o ultrassom de mamas, conhecendo os riscos genéticos de sua família e se atendo aos hábitos saudáveis.

Top Five das mulheres no outubro rosa:

  1. se tem mais que 40 e ainda não fez esse ano, agende sua mamografia;
  2. se tem menos de 40, faça sua consulta com o ginecologista e peça a ultrassonografia das mamas;
  3. se não tem o hábito de examinar suas mamas no banho ou passando creme, acrescente isso na sua vida - e não esqueça de apalpar as axilas também;
  4. conhece todos os casos de câncer de sua família? Pergunte, investigue;
  5. elimine os hábitos danosos como fumar, exagerar na bebida alcoólica, ser sedentária.

pâncreas

O que é e para que serve o pâncreas?

Essa glândula fabrica a famosa insulina, mas não para aí. Conheça suas funções no sistema digestivo e no endócrino - e quais as doenças que a atingem

Conhecido por produzir a insulina, o pâncreas é uma glândula com papéis importantes no sistema endócrino e no processo de digestão dos alimentos. É hora de conhecer as suas funções – e alguns problemas de saúde que podem acometê-lo.

Como o pâncreas influencia no sistema digestivo

1. Fábrica a todo vapor: o pâncreas é responsável por produzir diversas substâncias. As principais são a amilase e a lipase. Essas enzimas são excretadas pelos ductos pancreáticos e caem no duodeno, a parte inicial do intestino delgado. É exatamente nesse lugar que elas vão agir.

2. Cortes e reduções: as duas enzimas vão quebrar os alimentos em pedaços menores. A amilase é especializada na digestão do carboidrato, enquanto a lipase atua sobre a gordura. A falta dessa dupla provoca dificuldades na absorção de nutrientes e emagrecimento indesejado.

As funções dessa glândula no sistema endócrino

1. Pequeno arquipélago: existem estruturas no pâncreas chamadas ilhotas de Langerhans. Apesar de numerosas, constituem apenas 2% do tamanho da glândula. Elas são formadas pelas células alfa, que geram o hormônio glucagon, e pelas células beta, que sintetizam a famosa insulina.

2. Faltou doçura: longos períodos de jejum fazem a taxa de açúcar cair muito. Para evitar a hipoglicemia, ocorre a liberação do glucagon. Ele estimula o fígado a transformar seus estoques de glicogênio em moléculas de glicose para o organismo. Isso normaliza a situação.

3. Sangue adocicado: quando há uma grande quantidade de açúcar na circulação sanguínea, o pâncreas é acionado para fabricar a insulina. O hormônio promove uma limpa nos vasos ao botar essa glicose toda para dentro das células, onde servirá como combustível.

Doenças mais comuns que afetam o pâncreas

Problemas inflamatórios agudos: obstrução do ducto pancreático por pedrinhas da vesícula biliar. Seus sinais são dor abdominal e vômito.

Problemas inflamatórios crônicos: eles destroem progressivamente as células da glândula. A maior causa é o consumo de álcool.

Tumores benignos: adenomas, fibromas e insulomas são os mais frequentes. A predisposição genética influencia bastante.

Dá pra fazer transplante de pâncreas?

Por enquanto, essa técnica está indicada para casos mais graves e prolongados de diabetes tipo 1, enfermidade marcada por uma falha na produção da insulina. Geralmente, os médicos trocam não só o pâncreas, mas também os rins, para evitar complicações.

Outra possibilidade é transplantar somente as ilhotas de Langerhans. Mas esse procedimento, feito em poucos centros no mundo, tem sucesso limitado e o quadro pode voltar ao que era em poucos anos.

 

Fontes: Marcelo Perosa, coordenador do Programa de Transplantes de Pâncreas, Fígado e Rim do Hospital Leforte (SP); Thiago Costa Ribeiro, cirurgião do aparelho digestivo do Hospital Moriah (SP)

Ilustração de Erika Onodera e reportagem de Ivonete Lucírio para a Revista SAÚDE é Vital (Editora Abril, setembro/2018). Disponível para acesso em: https://saude.abril.com.br/medicina/o-que-e-e-para-que-serve-o-pancreas/


hipertensão

A hipertensão e a importância das novas regras

No final de agosto, a Sociedade Europeia de Cardiologia publicou suas diretrizes sobre diagnóstico e manejo da hipertensão arterial. E diferentemente da Sociedade Americana, a SEC manteve a taxa de 14 por 9 como o limite para o considerado normal.

Desde o final de 2017, a American Heart Association e o American College of Cardiology divulgaram a nova definição para pressão arterial alta, considerando qualquer valor acima de 13 por 8 como diagnóstico de hipertensão arterial. O mundo se colocou em alerta, pois diante de tal definição metade da população passa a ser considerada hipertensa.

Entretanto, ambas Sociedades concordam com a necessidade da prevenção e dos hábitos saudáveis para todos hipertensos.

Segundo a cardiologista clínica do Hospital Moriah, Fátima Dumas Cintra, "a importância de pensarmos em uma taxa menor é instituir um tratamento mais precoce, bem como, ter mais campanhas de prevenção e atenção, evitando as complicações da doença, que têm um custo alto para a saúde".

A pressão arterial alta é um dos mais importantes fatores de risco para doenças cardiovasculares e renais. A pressão arterial é constituída de dois números que correspondem a: o primeiro, chamado pressão arterial sistólica mede a pressão da artéria no momento em que o sangue é bombeado do coração para os órgãos; o segundo número, é denominado pressão arterial diastólica e mede a pressão dessa artéria quando o coração está relaxado, após o bombeamento.

A maior parte da população brasileira desconhece seus níveis de pressão e é muito importante fazer essa checagem sistematicamente, após os 35 anos. Embora a hipertensão costume ser mais prevalente no avançar da idade, acometendo 69% dos idosos brasileiros, é a educação dos jovens que fará a diferença no desenvolvimento da doença.

Tanto fatores ambientais como a influência genética devem ser levados em consideração como causadores da pressão alta e, ainda, para quem já tem a doença, sedentarismo, obesidade, estresse psicossocial e até frio intenso podem participar do desencadeamento de doenças cardiovasculares como o infarto agudo do miocárdio. Mais da metade dos infartos no mundo estão relacionados à hipertensão.

É possível que o paciente apresente pressão alta relacionada a doenças prévias, como hipertireoidismo, doença renal aguda ou apneia obstrutiva do sono - que estudos mostram, no Brasil, ser a causa mais prevalente. Ainda assim, é uma doença de causa multifatorial e envolve muitos aspectos sociais e culturais.

O diagnóstico da doença se faz durante o acompanhamento clínico, mas são necessárias várias tomadas de medida da pressão para estabelecer o diagnóstico correto. Uma única medida alterada, em uma situação específica, não é suficiente para o estabelecimento do diagnóstico de hipertensão arterial, uma vez que pode ser normalizada logo após.

Ainda que existam detratores da nova taxa, mais baixa, para determinar a hipertensão, Dra. Fátima Dumas alerta que a principal estratégia para o manejo da doença é a prevenção e não o tratamento farmacológico. As dicas que aqui vão também servem para quem já convive com a pressão alta, para evitar as complicações:

1. Perder peso - IMC (índice de massa corpórea) dentro do normal garante saúde do coração sob todos os aspectos. Cada quilo que se perde, pode garantir um pontinho a menos na medida da pressão.

2. Dieta DASH (Dietary Approach for Stop Hypertension) - essa dieta, por si, já é responsável pela diminuição da pressão em até 11 mmHG (milimetros de mercúrio*. A base dessa dieta são as frutas e verduras e pouca carne vermelha. Guarda semelhanças com as dietas mediterrâneas.

3. Cortar o sal - só essa ação já baixa a pressão em 5 milimetros de mercúrio* - as pessoas pensam que basta não levar o saleiro para a mesa, ou até cozinhar sem o sal, mas, consumir comida industrializada já garante alta taxa de sódio no corpo. Macarrões instantâneos, molhos prontos, molhos de tomate, conservas em lata, refrigerante... praticamente tudo que é pronto nos supermercados têm muito sódio.

4. Atividade física aeróbica diariamente (pode ser correr, andar, dançar, jogar futebol, tênis, enfim), somada à atividade muscular para garantir a saúde das articulações.

5. Diminuir o consumo de álcool - o consumo preconizado pelas associações de hipertensão é de um drinque por dia para mulheres e dois drinques por dia para os homens - injusto ou não, consta que a metabolização do álcool nas mulheres é menos eficiente, não permitindo que o álcool seja totalmente eliminado.

A pressão alta é uma doença que preocupa o mundo todo, pois ela aumenta o risco de mortalidade cardiovascular e também de comorbidades. As complicações mais comuns - e de tratamento caro e difícil - são o acidente vascular cerebral (AVC ou derrame), o infarto, a insuficiência cardíaca e a morte súbita.

Conhecer sua pressão e adotar hábitos saudáveis é fundamental. Não deixe de medí-la sempre que possível e converse com seu médico sobre o assunto.

*Se utiliza milímetros de mercúrio para medir a pressão sanguínea. Esse costume decorre do fato de que o manômetro de mercúrio é utilizado como referência para a medida dessa pressão desde a antiguidade.


Sinusite crônica

Sinusite crônica afeta 5% da população na cidade de São Paulo

A forma crônica da doença nem sempre é diagnosticada porque as pessoas acreditam que não há tratamento.

A sinusite, inflamação nos seios da face, que causa obstrução nasal, secreção constante, dor de cabeça e no rosto e perda de olfato é, na forma mais comum, aguda, causada por infecções virais ou bacterianas, entretanto não é raro que uma pessoa apresente esse quadro há mais de três meses, caracterizando uma rinossinusite crônica.

A maioria das pessoas acredita que não há tratamento para os sintomas e por isso acaba perdendo qualidade de vida ao tentar conviver com a situação.

Hoje, existem alternativas para melhorar ou até curar a doença. O uso de medicação anti-inflamatória por via tópica (através das narinas) é a primeira escolha para a maioria dos casos. Porém, muitas vezes, o remédio não consegue atingir os seios nasais. Para que isso seja possível, realiza-se uma cirurgia por vídeo, sem cortes externos. Na cirurgia, abrem-se as cavidades do rosto, verifica-se a presença de pólipos e eles são retirados. As cavidades abertas podem agora receber a medicação necessária.

Segundo pesquisa realizada pela Faculdade de Medicina da USP, 5% da população da cidade de São Paulo apresenta sinusite crônica. Ainda não é possível saber as causas exatas que podem ser desde genéticas, até causadas por infecções recorrentes, mas também é sabido que a poluição contribui para o agravamento dos quadros.

Essa foi a primeira vez que foi feito um levantamento no país e, infelizmente, não há dados sobre a incidência em outras localidades. O fato é que os pacientes tratam os sintomas de resfriados, gripes, alergias (rinites) e sinusites de forma indiferente e com isso não conseguem obter uma melhora real.

Dicas:

Se o paciente apresenta de forma constante (mais de três meses) os sintomas abaixo, deve consultar um otorrinolaringologista.
• Respirar pela boca;
• Apresentar secreção pelo nariz (de qualquer cor);
• Nariz entupido;
• Mau hálito;
• Perda do olfato.


sistema linfático

Como funciona o sistema linfático – e o que isso tem a ver com a drenagem

Conheça esse sistema fundamental para as nossas células de defesa enfrentarem micróbios, câncer etc - e quando é hora de recorrer à drenagem linfática

Formado por vasos e gânglios, o sistema linfático ostenta uma nobre missão: coletar impurezas da circulação e manter nossas defesas vigilantes contra os micróbios. Em resumo, onde existe circulação sanguínea há também circulação linfática – mas cada um desses sistemas conta com vasos próprios. A função da linfa e dessa rede específica é coletar partículas indesejáveis que trafegam pelo corpo e estimular o sistema imune a conter ameaças. O líquido “purificado” pelo sistema linfático é devolvido ao sangue.

Os detalhes do sistema linfático

Cerca de 10% do plasma, a fração transparente do sangue, escapa dos vasos sanguíneos. Ele vai parar em meio às células, mas é captado depois pelos capilares, vasos fininhos que ficam em contato direto com o meio celular. Nesse líquido se encontram pedaços de vírus e bactérias e detritos do nosso metabolismo.

Aí, os capilares se ligam a vasos linfáticos cada vez maiores e mais complexos, que percorrem o corpo carregando a linfa – nome que o plasma recebe depois de absorvido – juntamente com as partículas coletadas. É difícil identificá-los a olho nu porque, diferentemente do sangue, o líquido ali dentro é transparente.

No percurso dessa rede, os vasos linfáticos encontram linfonodos, ou gânglios. Eles filtram a linfa, retirando componentes nocivos, e acionam células de defesa para combater vírus e bactérias. Também fazem parte do sistema estruturas maiores, como o baço, o timo e as amígdalas, importantes sobretudo na infância.

Os vasos linfáticos desembocam no chamado ducto torácico, que vai do abdômen ao pescoço. É no final desse tubo que a linfa, já filtrada, volta ao sangue, precisamente no momento em que o ducto se conecta a duas veias, a subclávia e a jugular. E aí a história recomeça.

A drenagem linfática

O fluxo no sistema linfático é garantido por contrações dos próprios vasos e dos músculos. Mas, quando a pessoa fica acamada, passa por cirurgia ou sofre com problemas cardíacos, renais ou hepáticos, a linfa não circula direito.

Eis que os movimentos que os dedos fazem na drenagem acompanham o sentido dos vasos e empurram o líquido para os gânglios. Mas o ideal é conversar com um especialista antes de se submeter à técnica. Até porque ela não é isenta de reações adversas e pode ser contraindicada em casos de câncer.

Doenças que afetam o sistema linfático

Linfedema: é quando a linfa se acumula no espaço entre as células por diferentes fatores, como alterações genéticas e traumas provocados por pancadas e cirurgias, por exemplo.

Elefantíase: doença causada por um parasita transmitido nas picadas do mosquito Cúlex. Leva a uma inflamação dos vasos linfáticos, fazendo com que a linfa se acumule nos membros inferiores.

Linfoma e leucemia: são tipos de câncer que se originam de células que circulam pelo sangue e pelo sistema linfático, como os glóbulos brancos. Existem subtipos que afetam crianças e/ou adultos.

Metástase: o termo quer dizer que o tumor conseguiu se espalhar para outros órgãos. E alguns cânceres, como os de mama, pulmão e intestino, se valem do sistema linfático para isso.

Fontes: José Maria Pereira Godoy, médico da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV); Marcus Gaz, clínico-geral da Sociedade Beneficente Israelita Albert Einstein (SP); Regina Biasoli, hematologista do Hospital Moriah (SP).

Ilustração de Erika Onodera e Eduardo Pignata e reportagem de Ivonete Lucírio para a Revista SAÚDE é Vital (Editora Abril, agosto/2018). Disponível para acesso em: https://saude.abril.com.br/medicina/como-funciona-o-sistema-linfatico-e-o-que-isso-tem-a-ver-com-a-drenagem/


estudantes de medicina

Hospital promove aula para aproximar estudantes de medicina da rotina da profissão

O Hospital Moriah promoveu uma aula especial para aproximar os estudantes de 17 universidades de medicina da rotina da profissão. A aula foi ministrada pelo Prof. Dr. Miguel Srougi, que falou sobre a relação humanizada entre médicos e pacientes, mercado de trabalho e os desafios na formação de novos médicos. Confira a matéria:


Fratura surpresa

Fratura surpresa

A fratura por stress é um tipo de trauma causado pelo impacto contínuo e excessivo, causa dores e afasta o indivíduo de suas atividades

Como assim, um pé quebrado? Em quase todos os casos o diagnóstico vem acompanhado de espanto. A fratura por stress é muito comum em atletas amadores, mas também em sedentários.

“Na volta das férias, sempre aparecem pacientes no consultório com uma dor persistente no pé ou no tornozelo e a pessoa sabe que não teve nenhum entorse. Em muitos casos é uma fratura causada pelo ‘excesso de uso’”, explica o ortopedista Maurício Póvoa Barbosa, do Hospital Moriah, em São Paulo.

O que acontece é que muitas pessoas que são sedentárias, ao sair de férias, se aventuram em caminhadas muito longas, correr e pular com as crianças, caminhadas em terrenos acidentados e outras que exigem muito da estrutura ósseo-muscular. A fratura por stress é uma pequena fissura no osso, causada por movimento repetitivo ou overuse.

Os ossos mais acometidos são os dos pés, tornozelos e canelas. O osso se adapta gradualmente às mudanças de atividades realizadas. Quando o osso é sujeito a uma força a que não está acostumado, sem um tempo suficiente para a auto-recuperação, ele pode ficar susceptível à esse tipo de quebra.

Alguns fatores de risco

  • Alguns esportes como caminhada (especialmente tracking, em terrenos acidentados), corrida de longa distância, basquete, tênis, dança ou ginástica;
  • Aumento súbito de atividades para pessoas sedentárias, bem como o aumento repentino de duração, intensidade ou frequência desses exercícios;
  • Sexo feminino, especialmente as mulheres que não menstruam;
  • Problemas nos pés, como pés chatos ou muito arqueados;
  • Fraqueza óssea, condições como a osteoporose;
  • Ter tido fraturas por stress anteriormente;
  • Falta de nutrientes e desordens alimentares, falta de vitamina D e cálcio.

Alguns cuidados podem ser tomados para evitar esse tipo de fissura óssea:

  • Fazer mudanças graduais no programa de exercícios;
  • Usar tênis e calçados adequados para cada prática;
  • Introduzir exercícios variados nas suas atividades físicas para evitar o exercício repetitivo;
  • Alimentação adequada.

E caso comece a sentir uma dor persistente, ou perceba algum inchaço não usual, procure um ortopedista. O diagnóstico é feito por meio de exames de imagem e o tratamento começa com imobilização da área afetada e alívio da carga.


Artroscopia de Quadril

Workshop Inovações na Artroscopia de Quadril

Hospital organizou um workshop de ortopedia pautando as inovações e diferenciais em artroscopia de quadril que contou com a participação de Dr. Sérgio K. Morioka e Dr. Luiz Fernando Teochi, ortopedistas especialistas em quadril, e Priscila Ruse Ribas, a supervisora de fisioterapia do Hospital Moriah.

Confira abaixo matéria produzida no Hospital Moriah abordando a temática.


Anestesia

Anestesia Sem Medo

Tecnologia e atenção individualizada são grandes aliadaos na hora de promover um procedimento mais seguro. A anestesia é necessária e essencial para permitir que as cirurgias sejam realizadas com controle e segurança pela equipe médica e também para proporcionar maior conforto ao paciente, evitando a dor e a ansiedade. Porém, o procedimento é considerado e apontado por muitos pacientes como um fator de insegurança na hora de passar por uma cirurgia.

A dona de casa Silvana de Souza Assis sempre relatava experiências muito negativas com as cirurgias a que foi submetida sua mãe. Segundo ela, a mãe passava muito mal após os procedimentos e atribuía sempre à anestesia geral. Também, cercada por mitos, acreditava que em uma anestesia geral era possível que alguém “não acordasse” mais.

De acordo com a médica coordenadora do Serviço de anestesia do Hospital Moriah , Dra. Diná Hatanaka, a insegurança dos pacientes está associada aos mitos que envolvem o processo anestésico. Nas últimas décadas, com o avanço tecnológico, o desenvolvimento de novas medicações e com o aprimoramento de monitores, a anestesia passou a ser um procedimento muito seguro, mesmo para pacientes mais graves e para operações mais complexas.

Em entrevista, a doutora ajudou a desmistificar e a entender melhor o processo de anestesia e como esse procedimento foi aprimorado dentro do hospital em que atua. A monitorização cuidadosa e contínua dos sinais vitais dos pacientes aumenta a segurança e deve ser mantida desde antes do paciente ser levado ao centro cirúrgico, durante o procedimento e no pós-cirúrgico, a fim de evitarmos complicações. A prevenção da hipotermia faz parte dos cuidados no Hospital Moriah, já que hoje sabe-se que a queda da temperatura durante e após a cirurgia está relacionada com o aumento de complicações após o procedimento.

Quando internado, o paciente é recebido em um quarto aquecido, orientado a realizar o banho quente, a ficar agasalhado e também já recebe todas as informações sobre a importância do aquecimento. No centro cirúrgico, o protocolo é seguido com ar condicionado adequado e manta aquecida, quando indicada (cirurgias mais longas que 3 horas). Com esse protocolo, nao tivemoao Moriah não teve casos de hipotermia em 2017. No dia anterior à cirurgia, o anestesiologista entra em contato com o paciente pelo telefone.

Essa prerrogativa do Moriah permite que o contato com o médico acalme e evite os medos relacionados à anestesia. Na ligação, o profissional conhecerá melhor o histórico do paciente. O uso de medicamentos contínuos, por exemplo, deve ser comunicado ao anestesiologista porque, em alguns casos, a suspensão dos remédios pode ser necessária para garantir a segurança durante a cirurgia. Também são abordadas as experiências em outros procedimentos, anestesias e reações alérgicas, evitando intercorrências durante a cirurgia atual.

A segurança da anestesia está, em boa parte, no cuidado individualizado, e é isso, somado a atenção e carinho dedicados desde antes da internação, que fazem toda a diferença para a experiência do paciente. Lembra da Silvana, a dona de casa que tinha medo de anestesia?Recentemente, ela foi submetida a uma operação no Hospital Moriah. “Fui surpreendida positivamente. Não senti nada, os médicos me deixaram muito tranquila e quando acordei, estava apenas sonolenta, mas me sentindo disposta”, comemora.

E quem não quer estar recuperado o quanto antes após uma cirurgia? A Dra. Diná afirma que a aceleração da alta pode ser feita com alguns cuidados essenciais essenciais, conduzidos principalmente pela equipe de anestesiologia ao conhecer o paciente antes da cirurgia. “O paciente já começa a ser cuidado e estimulado desde o centro cirúrgico, assim a recuperação é acelerada”.

Confira os principais Mitos e Verdades ligados à anestesia:

Posso acordar no meio de uma cirurgia:

MITO. É uma ocorrência rara que, com o uso de monitores e drogas adequadas, pode ser evitada. No Hospital Moriah, todos os pacientes submetidos à anestesia geral têm o grau de profundidade de anestesia monitorizado.

A anestesia geral pode levar o paciente a nunca mais acordar:

MITO. A anestesia em si não causa esse efeito. Quando administrada respeitando-se as normas de segurança, com monitores adequados, e com a técnica adequada, é esperado que ao final da cirurgia os medicamentos sejam metabolizados. Assim, no tempo esperado, o paciente desperta e retoma sua consciência.

Anestesias como raquidiana e peridural causam dores de cabeça:

MITO.Antigamente esse risco era maior nos pacientes que recebiam a anestesia raquidiana, por conta do calibre das agulhas usadas. Hoje, a incidência da dor de cabeça oucefaléia pós-raqui é muito baixa, uma vez que as agulhas utilizadas são extremamente finas. A anestesia peridural não está relacionada à dor de cabeça.


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